Numa era em que o desportivismo parece rarear e o altruísmo perder terreno, torna-se importante enaltecer os gestos de fair play que continuam a marcar o desporto. O episódio que motiva esta notícia ocorreu no último fim de semana, durante a Fase Final do Campeonato Nacional de Hóquei de Sala (Indoor), no escalão de Sub-16
A competição decorreu no Porto, no pavilhão de um dos participantes, o Grupo Desportivo do Viso, apontado como uma das equipas favoritas. O Lousada Hockey também alimentava legítimas aspirações ao título. No final, quem ergueu o troféu foi o Casuals de Cascais, que derrotou o Viso na final. O Lousada, como já noticiamos, terminou no terceiro lugar após vencer o Casa Pia Atlético Clube.
O melhor jogo da prova disputou-se na manhã de domingo, na meia-final entre lousadenses e portuenses. Emoção e constantes alternâncias no marcador animaram uma partida intensamente disputada, com os jovens de Lousada a evidenciarem maior qualidade técnica frente a adversários mais atléticos. A três segundos do final, o marcador registava um empate a seis golos, e tudo indicava que a decisão seria feita no shut-out (penáltis).
Contudo, o Viso beneficiou de um canto curto — uma jogada semelhante a um penálti, assinalada após falta — na sequência de um ressalto da bola no pé de um jogador do Lousada. O árbitro José Ribeiro, natural de Lousada, não deixou passar a infração, apesar de não ter sido deliberada, demonstrando isenção e respeito pelas regras do jogo. Na sequência do lance, o Viso marcou o golo da vitória, numa execução exemplar do portuense Rodrigo Dias. Este viria a ser eleito o melhor jogador do torneio, recebendo o troféu das mãos do lousadense Bruno Santos, presidente da Federação Portuguesa de Hóquei. Um desfecho que sublinhou não só o talento em campo, mas também os valores de verdade desportiva que continuam a dignificar uma modalidade que por tradição é nobre em princípios.













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