por | 27 Jul, 2022 | Sociedade

Leonel Vieira: Festa de 2022 custam mais de 200 mil euros

Leonel Vieira, presidente da Comissão da Festa em Honra do Senhor dos Aflitos

A poucos dias do início da Festa Grande em Honra do Senhor dos Aflitos, o presidente da comissão organizadora, Leonel Vieira, está confiante no sucesso do evento: “Há uma expectativa muito positiva, pois nota-se na população uma grande vontade de viver as Festas Grandes e de um modo geral as pessoas, os comerciantes e os empresários estão a apoiar este evento, que a exemplo de anos anteriores tem a colaboração financeira e logística da Câmara Municipal”. Com um custo previsto superior a 200 mil euros, as festividades vão trazer algumas inovações e continuidade da maioria das tradições.

Há vários anos que Leonel Vieira acalentava o desejo de organizar a Festa Grande. Escolheu o ano de 2020 para realizar essa vontade, entregando uma lista para ser a Comissão de Festas. O Padre e o Presidente da Câmara analisaram a proposta, que foi aceite e iniciaram-se os preparativos. Depois dos impedimentos causados pela pandemia da Covid-19, em 2020 e 2021, tudo indica que à terceira é de vez: “Por um lado, os adiamentos foram prejudiciais, por exemplo, por causa da dificuldade em celebrar contratos em tempos de incerteza. Mas, por outro lado, deram-nos mais tempo para pensar melhor no programa e nas atividades, enfim, planear melhor”, explica.

Ainda no capítulo das dificuldades, Leonel Vieira revela que “vários membros que me acompanham na comissão de festas, assim como eu, já tínhamos presidido a comissões de festas nas freguesias e noutros eventos, mas não tínhamos experiência em eventos da dimensão das Festas Grandes. Mas, tivemos a colaboração de pessoas experientes, como é o caso de Joaquim Gonçalves, Antero Correia e outros Lousadenses, e levamos por diante um plano onde se inclui a tradição e a inovação”, salienta.

NOVIDADES NAS MARCHAS LUMINOSAS

Dois anos permitiram analisar a fundo o que podiam mudar e o que deviam reforçar: “Vamos procurar conferir mais rigor e solenidade à procissão, que é um dos momentos mais nobres e importantes das Festas Grandes e para isso a respetiva equipa de trabalho da Comissão de Festas está em permanente contacto com o Senhor Padre Paulo Godinho”, declara o presidente da comissão.

“Uma das vertentes que vai ter mais alterações diz respeito às Marchas Luminosas, que terão um cunho tradicional e cultural bastante forte, com uma componente de cortejo histórico incorporado no desfile, que transmitirá aspetos da nossa cultura, das nossas tradições e do nosso património. Outra novidade é a alteração do percurso das Marchas. Não nos parece que fizesse grande sentido prolongar as Marchas à volta do Jardim do Senhor dos Aflitos. Por isso, ela deixa de ir à rua da Constituição (Caixa Geral de Depósitos e Pocinhas) e em vez disso, depois de passar na Avenida Senhor dos Aflitos e na Praça Dr. Francisco Sá Carneiro, vira à direita pela Rua Palmira Meireles e segue para onde iniciou, na Estrada da Bota”, acrescenta o presidente da comissão.

Nem todos os planos são possíveis realizar: “Queríamos mudar o local dos palcos ou coretos das bandas musicais de domingo, para que houvesse mais espaço para o público, visto que o adro da igreja é manifestamente pequeno para tanta gente que quer ver as bandas de música, sobretudo a nossa Banda Musical de Lousada, mas por questões de logística não foi possível”, lamenta.

PRAÇA DOS JOVENS E A PRAÇA DOS MAIS SÉNIORES

A localização da Praça da Juventude, na Praça D. António Meireles (em frente à Biblioteca e aos Bombeiros) não agradou à atual comissão de festas, que decidiu alterar o local desta vertente cada vez mais concorrida e importante nas Festas Grandes.

Leonel Vieira revelou que a Praça da Juventude transitará para a Praça da República, ficando entre as bombas de gasolina da Repsol e a rotunda do Jardim do Senhor dos Aflitos.

Outra novidade é a criação de uma nova praça de diversão musical, a Praça da Música dos Anos 80 e 90, ou seja, uma praça vocacionada para os mais adultos. “Vai localizar-se na Avenida Senhor dos Aflitos, em frente ao Tribunal e é uma iniciativa que visa proporcionar convívio às gerações que viveram e que apreciam a música daquelas décadas”, justifica.

Estas duas praças “são exemplo da vontade desta comissão de festas ter em conta a juventude e as demais faixas etárias, o que também procuramos fazer através da definição de um cartaz de espetáculos abrangente de todos os gostos”.

O timoneiro da organização faz questão de sublinhar que “desde o primeiro momento esta comissão teve como preocupação fazer com que as Festas sejam vividas pelas famílias no seu todo e uma forma de possibilitar isso é começar os concertos mais cedo, para que após os mesmos haja tempo para convívio de famílias e amigos”.

APOIOS E CUSTOS DA FESTA

A exemplo do que acontece noutras festividades que já vão decorrendo, há uma ansiedade social bem patente, pois as pessoas estavam sedentas de convívio e deste tipo de eventos importantes na vida das pessoas e das instituições.

“Notamos nas pessoas um desejo muito grande de viver as Festas Grandes e também por isso temos tido apoio das pessoas, dos comerciantes e dos empresários, além do apoio da Câmara Municipal. Tudo conjugado permite organizar umas festas que custarão mais de 200 mil euros”, revela Leonel Vieira.

Por se tratar de uma figura de proa do PSD em Lousada, poderia ser legítimo pensar que este presidente e a respetiva comissão festeira tivessem dificuldades na angariação de apoios nomeadamente financeiros, mas Leonel Vieira diz que não: “Esse aspeto não tem sido problema, pelo contrário. Tenho tido apoio de toda a gente, dos cidadãos, dos empresários, das associações e de todas as instituições públicas e privadas a quem recorri. Estou certo que com a colaboração de todos as Festas Grandes de Lousada vão ser um sucesso”.

UMA QUESTÃO PERTINENTE

Questionado acerca da relação que tem com a comissão anterior, que ao que é sabido não teve um desiderato muito favorável em termos financeiros, Leonel Vieira escusou-se a tecer grandes comentários sobre isso: “é algo que não nos diz respeito, porque cada comissão é indicada para uma realização de uma Festa anual, como foi o nosso caso, e cada uma responde por si. Mas há uma questão que tem-se tornado bem patente nos últimos anos e que importa refletir e agir, que é a necessidade de haver uma entidade oficial, seja uma confraria ou uma associação, – que se calhar já existe –, que coordene todo o processo que envolve a organização das Festas Grandes, para permitir, por exemplo a ligação entre a comissão que cessa funções e a que inicia trabalhos, para que haja uma continuidade e uma transmissão de conhecimentos e de meios”.

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