por | 23 Dez, 2024 | Política, Sociedade

Câmara acusada de acumular dinheiro para investir em ano de eleições

ASSEMBLEIA MUNICIPAL COM “PERGUNTAS A PEDIDO”

Oposição ao ataque e executivo a puxar dos galões, assim se pode resumir a Assembleia Municipal que votou o orçamento para 2025. Em ano de eleições, Lousada vai ter o maior investimento jamais visto anteriormente. A oposição diz que é tudo por causa das eleições autárquicas. Mas mostrar obra poderá ser difícil em vários projetos. O presidente queixou-se de entraves e atrasos em questões como a Habitação e Loja do Cidadão.

Respondendo a “perguntas a pedido” (expressão usada pela oposição), da sua bancada (socialista) o presidente da autarquia deu nota de entraves que estão a causar nuvens no horizonte de alguns dos projetos para 2025. “Há risco de não executarmos obra” no que diz respeito à Loja do Cidadão, prevista para a Praça do Românico (Pocinhas). De igual modo, Pedro Machado deu conta da dificuldade que vai ser “construir habitação conforme previsto”, devido a retardamentos inesperados.

Ainda assim, está previsto um avultado investimento, que, segundo a oposição, é motivado pela proximidade das eleições autárquicas e respetiva “necessidade de mostrar obra”. Da parte de Leonel Vieira ouviu-se que “a Câmara nunca teve tanto dinheiro, nunca teve tanto financiamento da União Europeia, assim como nunca teve tanta receita interna”. O edil diz que a maior execução ou lançamento de projetos em 2025 resulta da demora dos financiamentos comunitários e nacionais e justificou uma necessidade de execução rápida por causa “dos timings apertados que estão estipulados para concluir essas obras”.

Em destaque no plano de atividades e orçamento para o novo ano, estão investimentos na rede viária, nos equipamentos desportivos, sobretudo campos sintéticos, além da requalificação da Pista da Costilha.

De gastos também questionou Pedro Amaral, representante do CDS/PP, que interpelou Pedro Machado quanto ao custo da Cornélia, uma construção artístico-pedagógica junto ao Parque Urbano. O deputado manifestou-se contra “o custo de 36 mil euros numa obra alusiva à preservação daquela espécie de inseto, que podia muito bem ter sido feita com a sucata das bicicletas também batizadas de cornélias e que estão sem utilidade”. Machado respondeu com uma pergunta: “o senhor deputado não pode querer que se pague obra desta a preço de música pimba”.

A questão do desemprego foi tema obrigatório numa sessão onde o encerramento de três importantes unidades fabris de confeções atirou para o desemprego cerca de 400 trabalhadores. Tanto a Câmara como a oposição mostraram-se empenhadas em dar o melhor de si para atenuar o problema.

Uma nota ainda para a aprovação da manutenção da redução do IMI em 140 euros para famílias com três filhos, com a coligação PSD-CDS/PP a reivindicar a aplicação da redução de 70 euros para famílias com dois filhos.

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