No dia 10 de dezembro tive a oportunidade de assistir a uma palestra, na minha escola, que envolveu duas pessoas com paralisia cerebral e em que foram abordados os desafios diários enfrentados por pessoas portadoras de deficiência, neste caso paralisia cerebral.
Os relatos de ambas fizeram-me ter uma melhor compreensão sobre os problemas que enfrentam. A meu ver, apesar dos avanços feitos, ainda há muito que melhorar para total inclusão e respeito. De facto, a falta de acessibilidade em espaços públicos é ainda uma realidade. Por exemplo, muitos locais não têm rampas adequadas ou transportes públicos, o que dificulta a mobilidade dessas pessoas, limitando, assim, a sua independência.
No entanto, o preconceito e a discriminação que estas pessoas sofrem diariamente fez-me refletir, sobretudo quando uma das meninas disse que se sentia mal quando lhe ofereciam ajuda constantemente. Para ela, é um reflexo do capacitismo, em que, muitas vezes, embora não queiramos ofender, assumimos que as pessoas portadoras de deficiência não conseguem fazer coisas sozinhas.
Em suma, creio que esta palestra destacou muitos pontos em que a sociedade ainda precisa de melhorar, em particular no modo como trata estas pessoas. É essencial promover uma maior sensibilização e implementar políticas inclusivas que garantam a acessibilidade e o respeito. Julgo que esta experiência foi extremamente importante e reflexiva e me fez reavaliar a maneira como eu penso e encaro as pessoas portadoras de deficiência.
Leandro Sousa, 9.º A
Agrupamento de Escolas Lousada Este













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