por | 20 Nov, 2020 | Opinião

Editorial da edição n.º 38 de 19 de novembro de 2020

Infelizmente pouco mudou, desde da última edição de O Louzadense.

Continua o registo de subida de casos de Covid 19 e agravam-se as condições de emprego de milhares de portugueses. Lousada não foge a esta a realidade.

Aumentam os casos de infeção, desemprego e desespero! As instituições de apoio às famílias necessitadas não têm mãos a medir. Notamos, que semanalmente o governo despacha diretivas conforme o vento, optando sempre pelas aparentes medidas mais fáceis… “fecha-se isto, aquilo ou aqueloutro”! Pura navegação à vista! Sem estratégia delineada e sem salvaguarda da economia e dos postos de trabalho. Os pequenos empresários desesperam, não chegam medidas de apoio direto, colocando o país numa anárquica atitude económica e financeira. O trabalho é uma das principais fontes de segurança das pessoas.

O emprego fornece e mantém a subsistência, mas ainda mais importante para a redução da vulnerabilidade Em princípio, todos somos vulneráveis a algumas adversidades ou circunstâncias, mas algumas pessoas são mais vulneráveis do que outras.

A identificação de grupos vulneráveis a choques ou adversidades pode ser efetuada com base em limiares, permitindo assim proceder a uma medição. As pessoas são vulneráveis à pobreza se estiverem “abaixo, ou em risco de ficar abaixo, de um certo limiar minimamente aceitável de escolhas fundamentais em diversas dimensões, como, por exemplo, a saúde, a educação, os recursos materiais e a segurança”. O que se nota é que não se acautela alguns destes grupos mais vulneráveis. Veja-se o caso mais recente da restauração.

Não houve consciência de prolongar o horário para servirem refeições, pelo menos para proporcionar a venda para fora (take away). Vão ser tempos de crispação e de grande revolta social. Famílias inteiras, que subsistem do mesmo negócio vêm as suas economias esgotarem-se.

Bem, O Louzadense esteve e estará onde é necessário ouvir quem atravessa dificuldades. Vamos continuar neste diapasão. Temos a oportunidade de trazer nesta edição a manifestação da restauração Lousadense, bem como um alerta do Padre Paulo Godinho, que deixa um apelo à cooperação e entreajuda.

Ouvimos o “desporto”, que é outra área que sofre bastante, pois também aqui há muitos postos de trabalho dependentes das várias realidades desportivas.

Nesta edição, o nosso “Grande Louzadense” é Eduardo Vilar. Personagem bem conhecida do concelho, pois os vários anos na vereação educativa e cultural, granjearam-lhe muito amigos e conhecidos. Dinâmico, sempre disponível para desafios, assumiu há uns anos a presidência da união de freguesias de Cristelos, Boim e Ordem, exaltando a sua humildade e disponibilidade para a causa pública. A participação associativa é outra componente da sua cidadania.

Tudo isto, e o que ele nos revela nestas páginas, tornam-no num dos notáveis do nosso concelho.

No “Louzadenses com Alma” recordamos Joaquim Gonçalves Júlio. A sua longevidade e a colaboração na fundação da Associação Desportiva de Lousada e dos Bombeiros Voluntários são marcas que alguns de nós identificamos na sua existência lousadense.

O nosso “Louzadenses lá fora” é Anthony Costa, que se encontra em Genebra, na Suíça, como fisioterapeuta de reconhecidos méritos.

Mais uma edição com assuntos relevantes e diversificados, para continuarmos a corresponder aos interesses dos lousadenses, numa perspetiva de missão esclarecedora e pertinente.

Boa leitura!

1 Comment

  1. Idalina Silva

    Não há os devidos apoios como diz o artigo e bem. Mas não é só no privado, no público também não. Há muito apoio para certos setores e noutros não.
    Eu sou funcionária do Estado. Era responsável de um serviço complexo. Sem mais, de um mês para o outro quase sem aviso, passei a ser responsável por mais outro serviço, que nunca concorri nem imaginei ! Em lugar do Estado colocar lá uma pessoa e pagar-lhe um ordenado, pôs-me a mim ( sem perguntar) a 35%. E é desta forma que temos de viver. Os dias continuam a ter apenas 24h. Desespero! Mas se é este o tipo de solução para tudo, se agora se decreta assim … não se tem em conta a “pessoa”… Decreta-se, ponto.

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