O dirigente e empresário de Lustosa César Araújo esteve novamente em Bruxelas, enquanto Presidente da Direção da Associação Nacional das Indústrias de Vestuário/Confecção e Moda, para um novo conjunto de reuniões estratégicas com instituições e associações europeias. “Este trabalho contínuo visa aprofundar o diálogo entre a indústria e os decisores europeus, reforçando a consciência sobre a realidade vivida pelos setores do têxtil e do vestuário na Europa”, referiu César Araújo
A agenda incluiu reuniões com a OLAF (European Anti-Fraud Office) e com diferentes divisões da DG TRADE, da DG GROW e com representação da EuroCommerce, “num esforço claro de aproximação às estruturas que hoje moldam diretamente a política comercial, industrial e regulatória da União Europeia”.
Entre os temas centrais “estiveram os mecanismos SPG e De Minimis, cuja aplicação atual tem vindo a promover assimetrias concorrenciais significativas entre produtores europeus e operadores extracomunitários”. O uso crescente destes instrumentos “está diretamente ligado à perda de competitividade da indústria europeia e ao risco real de comprometer a sustentabilidade económica, social e ambiental do futuro do setor do vestuário na União Europeia”.
Foram igualmente debatidos os novos enquadramentos regulatórios em desenvolvimento na UE, nomeadamente no domínio da gestão e transformação de resíduos, da ecomodulação, da definição de um ecovalor harmonizado e da Responsabilidade Alargada do Produtor (RAP). “Estas matérias podem representar uma oportunidade estratégica, mas exigem equilíbrio e coerência para não se transformarem em mais um fator de penalização para quem produz dentro das regras europeias”, referiu César Araújo.
“A ANIVEC continuará a estar onde as decisões são tomadas, com voz firme, dados concretos e uma visão clara. Não pode haver transição sustentável sem indústria, nem competitividade europeia sem regras justas. O futuro do vestuário europeu constrói-se com diálogo que promova um verdadeiro level playing field. E é esse caminho que continuaremos a exigir”, concluiu.













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