“Nós estamos a dar o nosso melhor para todos os lousadenses. Porque os lousadenses merecem, Lousada merece” Saulo Costa

O lousadense Saulo Costa, de 37 anos, natural de Silvares é o presidente da Comissão de Festas em Honra do Sr. dos Aflitos. O Lousadense esteve à conversa com Saulo para lhe antecipar as Festas Grandes do Concelho.

O que o incentivou a presidir estas festas?

Para mim, claro, é um orgulho enorme. Ainda por cima, estas festas este ano têm um significado ainda mais importante, um peso muito elevado, porque é também em género de promessa que estou a realizar estas festas. Sempre foram importantes para mim, sou um lousadense, um bairrista de gema, não tenho problemas em dizê-lo. Mas que este ano têm um peso muito maior, sim, sem sombra de dúvida.

Como surgiu esta oportunidade de assumir a presidência da Comissão de Festas?

Se eu há 5 anos pensava ser presidente das festas? Não, nem de longe nem de perto. Como eu disse, e como é do conhecimento geral, no ano passado, entrei na antiga comissão num papel muito inferior, também importante, mas não tão importante como este de ser presidente. Mas o meu pai teve cancro, infelizmente. Graças a Deus, está bem. E então substitui-o na comissão de festas anterior. É verdade que eu sou uma pessoa que não vem muitas vezes à missa. Tive uma conversa com o senhor padre e ele mesmo me disse isso (risos). Mas eu tenho uma fé e de que maneira! E esta promessa que fiz de realizar as festas… Será que foi isso que fez com que o meu pai ficasse bom? Eu vou acreditar que sim, porque é aquela fé que eu tenho, é à minha maneira. Por isso, foi uma promessa que eu fiz, devido a várias situações que se passaram no último ano. E achei por bem que este seria o ano de eu realizar as festas. Eu e os elementos restantes da comissão de festas, que eu não trabalho sozinho.

Foi fácil conseguir essa equipa? Uma equipa que certamente teve que trabalhar muito.

É uma equipa muito humilde, que se esforça bastante, que dá o litro, é verdade. Com muito amor à camisola. Estamos todos muito juntos e muito coesos. Eu não decido nada sem eles e eles não decidem nada sem mim. Temos reuniões todas as segundas-feiras, às 21:30. A nossa sede é no Centro Comercial Edinor, loja 30. Temos lá reuniões e debatemos tudo o que temos a debater sobre a comissão, sobre o que devemos fazer para o bem das festas. Lógico que eu assino os papéis, eu tenho a decisão final, mas nunca tomo uma decisão sem os consultar. Porque, se não, não éramos uma equipa, e aqui somos uma equipa. Não sou eu e mais 10, somos 11.

Está satisfeito com o trabalho desenvolvido?

Sim, muito satisfeito.

Tem a noção, já o referiu, que este é o evento mais importante do concelho. O que é que espera das suas festas?

Eu não espero fazer melhor que ninguém. Eu espero fazer o meu melhor. E é o que eu estou a fazer. E quando digo “eu”, falo da comissão, digo-o em nome de todos. Portanto, nós estamos a dar o nosso melhor para todos os lousadenses. Porque os lousadenses merecem, Lousada merece, o Senhor dos Aflitos merece e então acabamos por merecer todos. E a ideia é mesmo de estas festas serem grandes, grandiosas, à escala do seu nome, as “Festas Grandes” em honra do Senhor dos Aflitos.

Uma das vossas preocupações foi recuperar a identidade…

Sim, a nossa comissão é, se calhar, presidida pelo presidente mais jovem até hoje, espero não estar errado. Mas também temos elementos com alguma idade na nossa comissão, apesar de o elemento mais novo ter 18 anos. Por isso, há várias faixas etárias na nossa comissão. Mas, acima de tudo, sendo lousadense, nós temos uma cultura, temos uma identidade. E a ideia foi buscar o nome antigo. Sempre foram “As Festas Grandes em honra do Senhor dos Aflitos”. Se a festas é grandiosa? Claro que sim. Todas as festas em honra de um santo são grandiosas. Se eu critico ou julgo? Não. Acho muito bem o nome “Grandiosas”, não tenho nada contra. Nós apenas decidimos que “Festas Grandes” tinha mais lógica, porque somos nós que tomamos conta das festas. Não temos nada contra a ideia das “Grandiosas”.

Para quem não conhece o programa, que é bastante vasto e deve agradar a vários públicos, como é e como surgiu?

Debatemos muito nas reuniões em quem é que deveríamos apostar e, honestamente, nós já temos o festival Vila, aqui em Lousada, que é direcionado para os nossos jovens, sem sombra de dúvida. Apesar de nós sermos o concelho mais jovem, não podíamos tornar o nosso programa só dedicado aos jovens. E eles que nos perdoem, mas nós não vivemos só dos jovens. Vivemos de todos os lousadenses. E dos 0 aos 100 anos, porque sei que há pessoas com 100 anos aqui no nosso concelho. Todos nós merecemos o nosso aconchego, o nosso conforto e sermos confortados. Então a ideia foi ter um bocadinho de cada estilo e tentar agradar um bocadinho a todas as faixas etárias e a todas as culturas. Temos várias classes sociais, várias culturas e tentamos não deixar ninguém de fora. Por isso é que temos o programa que temos.

Fale-nos um bocadinho do programa. Logo na quinta-feira, começamos com uma novidade, temos a Banda de Música de Lousada e os Alcatrão.

É verdade. A quinta-feira é marcada pelo primeiro ato festivo. Tirando o levantamento do mastro, no primeiro domingo de julho, o primeiro ato festivo é a descida do Senhor dos Aflitos. E porque não, pensamos nós, honrar e celebrar esse ato? Já o fazem religiosamente, dentro da igreja, com a descida do Senhor. Por isso, às 19:30, temos aquela hora de adoração, em que as pessoas estão a adorar a imagem de Jesus. E nós resolvemos então fazer um concerto. Não faremos um, faremos dois. Temos a Banda de Música de Lousada, uma das melhores bandas a nível nacional, que nos vai dar um concerto fantástico, não tenho dúvidas. E depois temos, se não a banda mais antiga de Lousada, uma das mais antigas, Alcatrão. Sou amicíssimo de todos os membros da banda, bem como o resto da comissão. E resolvemos optar pelo prato da casa e com os Alcatrão, a atuar no palco principal, com todo o mérito.

Já que estamos a falar dos jovens, a sexta-feira puxa um bocadinho pela juventude.

Sim e a ideia foi mesmo essa. A faixa etária onde se enquadra a Bárbara Bandeira será entre os 16 aos 24 anos. Tenho tido feedback na nossa página de Facebook, que está sempre a trabalhar, sempre em alta. Temos tido muitas interações e feedbacks muito positivos relativamente ao nosso cartaz. Não é um cartaz caro, realmente não é. Não é o melhor cartaz a nível nacional. É o cartaz de Lousada. E a Bárbara Bandeira na sexta-feira certamente que é uma boa aposta para essa faixa etária. E depois, mais tarde, temos a praça da juventude, com os dj’s a atuar, para outro tipo de jovens, para outro estilo. Lá está, mesmo num dia, conseguimos logo agradar a uma geração e com vários estilos dentro dessa geração.

No sábado, temos o Micael Carreira…

O Micael Carreira é um artista conhecidíssimo. Por acaso, já tínhamos pensado em tentar trazer o irmão, mas ele já tinha uma data fechada muito próxima da nossa, então decidimos trazer o Micael. Ainda bem, porque tivemos o David no festival Vila. Os jovens Lousadenses já puderam ver o irmão e agora vão assistir ao Micael.

Uma coincidência feliz.

É verdade. Foi ao acaso, não teve nada a ver com a Câmara, muito pelo contrário. Quando saiu o cartaz do Vila de tarde, saiu o cartaz das Festas Grandes à noite, eu recordo-me perfeitamente. E foi com espanto que reparamos que tínhamos dois Carreiras.

O público dos GNR é outro, mas os jovens também acabam por gostar. Como é que surgiram os GNR?

Os GNR foi um bocadinho o recuperar as gerações e marcar aquelas músicas que as pessoas de 40/50 ouviam há uns anos. Nós vamos ter pessoas de 20 anos à frente do palco que também gostam da banda. Mas sei que a geração mais marcante vai ser aquela dos 40/50 anos. Apesar de os GNR irem apresentar aqui o último álbum deles. Lógico que vai ter na mesma os hinos, como Dunas, de certeza. Lógico que o Rui Reininho está uma pessoa completamente diferente, mas tenho a certeza de que vai ser um concerto espetacular.

E na terça feira

A atuação do Zé Amaro foi cancelada devido ao facto de ele estar doente. Vamos ter a Cláudia Martins dos Minhotos e Marotos.

Uma das grandes atrações sempre foi o fogo de artifício. E no ano passado não se realizou. O que é que vai acontecer este ano no domingo à noite?

Não vai acontecer a mesma coisa do ano passado. Só se houver algum motivo de força maior e, quando digo isto, refiro-me a alguma lei que seja lançada, espero bem que não. Está tudo programado para termos aqui uma sessão de fogo piromusical.

É importante realmente seguir com essa alteração e existir novamente esse fogo de artifício?

Sim, essa tradição é importante. Começamos logo por alterar o nome. Se alteramos o nome, nós seguimos uma identidade, seguimos as tradições. Infelizmente, por uma intervenção da lei, não temos as ‘vacas de fogo’. Adoradas por muitos, detestadas por outros, mas se calhar a maioria gostava das ‘vacas de fogo’. Essa foi uma tradição que se perdeu. Honestamente, se alguém me quiser dar 700 mil euros, eu deito ‘uma vaca de fogo’, porque é o preço que é preciso pagar para assumir essa responsabilidade. Posso dizer que se me saísse o Euromilhões pagava o valor, mas, infelizmente, não posso fazê-lo. Mas perdemos essa tradição, então temos de continuar com as outras. E o fogo aqui no Senhor dos Aflitos é algo que marca. É sempre um bocadinho perigoso, é verdade. Mas é sempre bonito. Peças com menos calibre podem ser aqui queimadas, passando a expressão, e as de maior calibre noutro ponto.

Há realmente duas situações que o povo vai referindo. Uma é o fogo de artifício… Qual será a empresa responsável este ano?

Trabalhamos com a Macedes Pirotecnia. Foi a empresa que nos apresentou melhor orçamento, é uma empresa completamente credível. É uma empresa que gasta na Madeira cerca de 5 milhões. Lógico que não é esse o valor que vamos queimar aqui em Lousada. Se o tivéssemos, fá-lo-íamos. É uma realidade completamente diferente, mas porque não tentarmos ter aqui uma mini Madeira? Por isso é que iremos ter aqui alguns pontos de fogo na segunda-feira. É o que eu posso avançar.

Relativamente aos carrosséis, vão para o mesmo local onde estavam antigamente?

Sim, porque é impensável colocar os carrosséis onde estavam. Porque, vejamos, em menos de um ano nasceram mais dois prédios. O crescimento urbanístico tem aumentado de tal forma que estamos a ficar sem espaço para as diversões. Surgiu a ideia de colocar as diversões na avenida Cidade de Tulle, mas, por algumas dificuldades, entre elas não estragarmos as árvores, não podia lá ser. E os carrosséis radicais são muito grandes e realmente não cabiam. Então aproveitamos a situação das obras que estão a ser feitas na futura Praça do Românico. Tudo foi feito ao acaso, aconteceu tudo do género efeito bola de neve. Nós, comissão de festas, aproveitamos e vamos lá colocar as diversões, assim ficam muito mais próximas do centro. O trânsito flui muito mais. Aquela avenida onde estavam as diversões no passado estará completamente aberta, o trânsito irá fluir. Vamos ganhar estacionamentos porque essa avenida sempre esteve fechada por causa do fogo. Portanto, só melhorias vistas por nós.

Então as diversões vão estar na parte onde estão lá a fazer agora as obras. Então a Avenida da Renteria vai ficar limpa?

A avenida vai ter partes do fogo.

Então, o fogo ainda vai estar onde é costume?

Ainda vai lá estar, mas existe um perímetro de segurança que temos de cumprir, já que temos ali as diversões. Mas vai ser assim tudo muito centralizado, tudo muito próximo, mas com vários pontos. Vai ser interessante.

E as marchas? Porque é que se fala tanto das marchas este ano? Já me falaram em 20 carros.

Outra curiosidade é que, no ano passado, também foi um dos meus pelouros fazer as marchas. Vêm pessoas de fora do concelho ver as nossas marchas luminosas. Eu tenho conhecimento disso. Vejo muitas pessoas que não são de cá, são de Paredes, Paços, Freamunde, Felgueiras… Pessoas dos concelhos limítrofes estão cá para verem as nossas marchas. Já para não dizer de outros concelhos. E no ano passado, dito por pessoas entendidas na matéria, foram muito boas e grandes, tiveram cerca de 14/15 carros. Eu gosto muito das marchas. Eu tinha 4/5 anos quando estive em cima de um carro das marchas e achava aquilo espetacular, era uma magia muito grande. É muito bom para uma criança ir em cima do carro a ver o samba a ser tocado. Portanto, as marchas têm um valor muito grande. Se trazem cerca de 600 mil pessoas numa noite, numas horas a Lousada, porque não fazer umas grandes marchas? Não temos 20 carros, temos 19. Tínhamos 20, mas infelizmente houve uma desistência. Mas 19 acaba por ser um número grande também. Não sei se chega para bater recordes, mas também não quero bater recordes, quero que as marchas sejam deslumbrantes e boas. Tudo em grande.

Vão ter um tema?

Sim, no ano passado, o tema foi o ano da criança. Este ano é a educação. Os carros têm todos uma interação com a empresa, que por acaso patrocina um carro alegórico. E irão ter um tema que vai ao encontro de “O que é a educação?”. Cada carro irá explicar o que é a educação.

Ainda são aqueles carros que vêm da empresa de Felgueiras ou há aqui alguma novidade nisso?

São carros da empresa de Felgueiras, mas não vão ser os carros que eram utilizados nos outros anos. Os carros são construídos de acordo com a empresa que os patrocina.

Neste caso, há aqui um apoio muito sólido às marchas que faz com que se possa criar aqui um trabalho diferente…

Exato, porque fazer umas marchas para Lousada poderá estar na casa dos 30/35 mil euros, números esses que são muito difíceis de atingir. Aproveito para falar já. É verdade que a Câmara nos dá um subsídio para as festas grandes, é do conhecimento geral, comum e público. É aprovado em Assembleia, por isso, toda a gente sabe: são 50 mil euros. O nosso orçamento é de 226 500 euros. Falta-nos angariar 176 mil e 500. É muito difícil, sai muito do corpo da comissão de festas. Temos outras pessoas que não fazem parte da comissão mas colaboram para fazer o peditório. Nós temos os nossos trabalhos, eu sou cozinheiro. Eu tive de me despedir do meu trabalho diário para levar o meu pai às consultas e aos tratamentos da doença e comecei a trabalhar só ao fim de semana. Então, comecei a ter mais disponibilidade à semana. Faço catering no Porto, por isso é-me rentável fazê-lo. Portanto, muitas vezes são 4 e 5 da manhã e ainda estou a trabalhar no Porto, por incrível que pareça. E de manhã, ao outro dia, estou a levantar-me a sair de Lousada. É muito difícil estar numa comissão de festas, as festas são difíceis de fazer, mas, com dedicação e esforço, nós conseguimos. E muitas vezes, ao sábado de manhã, estou com a minha equipa pronto para fazer o peditório nas freguesias e temos noites de trabalho nas pernas, no corpo, tendo só 2 ou 3 horas de descanso na cama. Acabamos por não estar com a família, não estar com os pais, nem com os amigos e temos de dedicar muito do nosso tempo às festas. Muitos dos outros membros da comissão passam do trabalho a casa, da casa à comissão de festas e eu passo do trabalho para a comissão, da comissão ao trabalho.

É realmente um desafio difícil. Quais são os sentimentos que viveu ao longo deste ano?

O sentimento que neste momento tenho é um bocadinho de ansiedade, é um sentimento que está a subir de dia para dia, até ao dia das festas. Ainda por cima, sou uma pessoa muito perfecionista e aquilo que eu faço gosto de fazer bem feito. Espero conseguir, não só para com os outros mas para comigo, porque eu gosto de sentir que estou a fazer bem. Mas também senti alguma frustração, alguma tristeza, porque não estava a contar em lidar com pessoas que tiveram uma abordagem não tão boa comigo e com os membros da minha comissão, que é verdade. Mas conseguimos lidar com isso. Também tivemos momentos de alegria, momentos de realização, de conseguir concretizar objetivos. Por isso, isto de estar nas festas é um misto de emoções.

É importante que a comunidade perceba que é preciso também entrar nas iniciativas e ajudar a concretizar projetos em Lousada?

Sim. A comissão de festas não deve ser vista só por elementos que trabalham para as festas mas por elementos que trabalham para a comunidade lousadense, porque as festas são para todos os lousadenses. Então porque não estar presente em todas as atividades? Nós estivemos presentes no Mercado Histórico, com a nossa barraquinha, que foi um sucesso; estivemos presentes no Rali de Portugal; estivemos presentes no festival Vila; já estivemos na estação de São Bento a fazer promoções; estivemos na BTL em Lisboa, com um cantor a fazer promoções… E isso é para todos nós, não é só para a comissão. Nós não vamos passear, acaba por ser um trabalho, porque vamos promover as festas e também o concelho. Ao promover o concelho, promovemos os Lousadenses. E os Lousadenses não são só os do centro da Vila, são as pessoas de Boim, de Macieira, de Nespereira, das freguesias todas. Todos somos Lousada.

Sentiu o apoio das freguesias este ano?

Sim. Não querendo colocar nomes, é verdade que em certos sítios é mais difícil angariar fundos, mas tivemos sempre apoio, em todas elas, como em todas elas fomos julgados e criticados. Mas isso é normal, e também serve para o meu crescimento. Eu aprendi que não podemos agradar a toda a gente. Deus que é Deus não conseguiu agradar a toda a gente, é uma verdade. E se temos vinte pessoas a dizer bem de nós numa freguesia, já sabemos que vamos ter sempre uma a dizer mal. Mas isso é em todo o lado, faz parte.

E a Autarquia e as entidades públicas? Estão satisfeitos com a colaboração?

Para já, não tenho razão de queixa. Não me estão a pôr dificuldades no projeto desta comissão. Simplesmente está a seguir tudo na normalidade: apresento um projeto base e, se é aprovado, seguimos em frente, se não é aprovado, analisamos, corrigimos e seguimos com outro.
Já falou no orçamento. Para além daquilo que já referiu acha que as festas serão reflexo do trabalho que vocês tiveram?
Precisamente. Este dinamismo todo, de termos estado em várias atividades, vai-se transpor para as festas. E já tenho tido o feedback, nós temos estado a trabalhar e as pessoas falam disso. Nós notamos que vamos ter muita gente cá nas festas, mesmo de fora. Nós estamos a falar da nossa página de Facebook, onde, neste momento, cada publicação nossa tem cerca de 15/16 mil pessoas a interagir. Estamos a falar de coisas que não existiam. No levantamento do mastro, o vídeo foi visto 13400 vezes. Isto é qualquer coisa!

As pessoas gostam realmente desta festa…

Sem sombra de dúvida. As pessoas estão todas com o bichinho da festa. Umas para ver se corre bem, outras para ver se corre mal, é verdade. Mas as pessoas podem contar que estamos a dar o nosso melhor. E o que sair saiu, mas não vai ser tão mau quanto isso.

Não foi fácil o que se passou no ano passado em relação às festas. Houve uma polémica. Sente que o desafio acaba por ser condicionado para vocês? Sentiram mais responsabilidade por causa disso?

Não. A comissão de festas no ano passado não era presidida por mim, eram outras pessoas que tinham as ideias deles. Bem ou mal, não julgo, não critico, eles é que sabem. O que eu posso dizer é que este ano estamos a trabalhar de outra forma, à nossa forma. Não sei se será melhor ou pior, mas é a nossa forma de trabalhar. Com humildade, com dedicação, muito trabalho, muito esforço. Não sentimos aquela responsabilidade de fazer melhor ou diferente. Nós temos de fazer o melhor de nós para vós. Ou seja, de nós comissão para vós Lousadenses.

Fala muito de Lousada. Lousada representa muito para si?

Sim, claro. Há duas terras que adoro: Lousada e Porto. Por acaso, sou portista, não tenho problemas em assumir, mas não pelo clube. O Porto é mágico. Se eu troco Lousada pelo Porto? Não. Lousada é lindo, Lousada é fantástico. Nós temos tudo aqui em Lousada. Espaços comerciais não faltam, beleza não falta, espaços verdes não faltam, temos tudo perto. Temos o nosso comércio tradicional, que em muitos lados não se vê e caiu por completo. Ao mesmo tempo com as grandes superfícies. Por isso, é bom viver-se em Lousada. E fazer esta festa é melhor ainda. Existem muitas associações em Lousada, muitas instituições que fazem bem por Lousada e não estou só a falar da Autarquia.

Por último, deixe uma mensagem que motive as pessoas a virem às festas em honra do Senhor dos Aflitos, o grande evento do concelho de Lousada.

Convido todos os Lousadenses, toda a população em geral, do Norte a Sul do país, a visitarem, do dia 25 a 30 de julho, as Festas Grandes de Lousada, porque não ter surpresas super agradáveis e vai ser espetacular.

Comissão de Festas
Saulo Costa; José Costa Coelho; Diana Pires; Júlio César Moreira; Fernando Costa Ribeiro; José Costa; Daniel Pires; Lino Azevedo; Marisa Sousa, Ana Costa e Vitor Fernandes

PROGRAMA

▐ Manuel Pinho | diretor@olouzadense.pt

Comentários

Submeter Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos recentes

Os pais tiveram receio da sua escolha mas deram todo o apoio

LUÍS MELO, ARTISTA PLÁSTICO E PROFESSOR DE ARTES O curso de Artes da Escola Secundária de Lousada...

Não se tratou apenas de guerra – a nostalgia dos combatentes em África

LOUSADENSES NO ULTRAMAR (PARTE 2) Nem tudo foi mau, dizem os que tentam perspetivar algo de...

Resistência e Liberdade» obteve 3.º Prémio no Concurso «25 de Abril, um projeto de Liberdade»

Alunos e professores do AE Dr. Mário Fonseca, envolvidos no Projeto «Resistência e Liberdade»,...

Mostra coletiva de artistas revela vitalidade da arte lousadense

NA BIBLIOTECA MUNICIPAL E CAIS CULTURAL DE CAÍDE DE REI A diversidade de estilos e técnicas são...

Uma centena de jovens na Final Regional do Xadrez Escolar do Norte na Escola Secundária de Lousada

A Escola Secundária de Lousada acolheu, no dia 10 de maio, a final da modalidade de xadrez da...

Sacrifício, Liberdade e Memória da Revolução dos Cravos

No ano em que se comemora os cinquenta anos da Revolução dos Cravos importa mergulhar no passado...

Iluminar Lousada – Uma Luz Solidária para a Cooperativa Lousavidas

O Iluminar Lousada vai realizar-se no dia 18 de maio, e as velas solidárias estão já estão à...

Pimenta na censura dos outros, na minha liberdade é refresco

No passado dia 25 de Abril celebraram-se os 50 anos sobre a revolução que derrubou o regime...

Vinhos das Caves do Monte projetam Lousada no mundo

Freitas de Balteiro: O embrião de uma tradição Em 1947, nas terras férteis da freguesia de...

Caixa Agrícola rejeita lista de sócios candidatos a eleições: Lista avança com Providência Cautelar

A Caixa de Crédito Agrícola de Terras do Sousa, Ave, Basto e Tâmega (CCAM TSABT) está envolta em...

Siga-nos nas redes sociais