por | 16 Fev, 2023 | Opinião, Pedro Amaral

Uma maioria de absoluto desgoverno

Muitas têm sido as pessoas que, em conversa sobre o estado a que chegou a governação do nosso país, concluem o argumento dizendo “quem deu a maioria aos socialistas agora é que se devia amanhar com eles”, ao que tenho sempre tendência a responder que por mais que ouça esse tipo de frase, o certo é que alguém teve que votar neles, e não devem ter sido assim tão pouco tendo em conta que lhes deram uma maioria absoluta.
Infelizmente, desde 2015 que Portugal caminha cada vez mais e a passos largos para um empobrecimento activo da sua população não só à custa da falácia da subida artificial do salário mínimo, mas, sobretudo, devida à extraordinária carga fiscal que Costa e Medina vão camuflando de taxas e taxinhas enquanto não largam a mão do bolso dos portugueses.
Apesar disso, enquanto se esmaga a classe média, permitem-se esquemas em empresas (que de públicas só tem a porta quase directa aos cofres do estado) entregando milhares de euros a título de circunstâncias jurídicas particularmente nebulosas.
Mas não se preocupe caro leitor, pode cair mais um ministro, demitir-se mais um secretário de estado, reorganizar-se mais um gabinete, contratar-se mais um “boy”, ou rebentar mais uma “bomba” mediática ao colo do governo… O Partido Socialista seguirá sereno o seu propósito de controlar o Estado, as Instituições e preparar (tal como lhe é apanágio) as próximas eleições, porque não vá, entretanto, chegar o “diabo”, convém ter preparado o discurso de lavagem de mãos no qual invariavelmente a culpa será, como de resto costuma ser, de Passos e de Portas.
O bom é que o Carnaval está a chegar, e, portanto, a palhaçada deste nosso desgoverno passará mais despercebida por entre as tradicionais matrafonas e foliões.
E nem a comunicação social nacional escapa aos golpes publicitários socialistas. Bastou entrar a PJ na Câmara de Lisboa para investigar factos ocorridos durante os mandatos de Medina para a atenção se desviar quase de imediato para a organização das Jornadas Mundiais da Juventude.
E enquanto o partido socialista se diverte, o Presidente da República distribui abraços e a comunicação social se distrai a discutir palcos, esquecemos que o estado da saúde continua caótico, que os serviços públicos estão em colapso, e que os mesmos professores que há 10 anos reivindicavam uma carreira digna, continuam hoje infelizmente a fazê-lo.
Valha-nos ao menos a nossa reputação internacional. Se houver algum tanque operacional em algum quartel português podemos sempre tentar mandá-lo às peças para a Ucrânia.
Resgatando um episódio de há alguns anos, de facto, se António Costa fosse agricultor, seria péssimo a gerir a sua exploração agrícola, mas seria excelente a convencer-nos de que cria as melhores vacas voadoras do mundo.

Pedro Amaral,
Advogado

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