A violência doméstica é um assunto muito discutido na lei e na psicologia, com opiniões variadas e decisões alteradas ao longo dos anos. Estudos têm demonstrado que a violência física e psicológica exercida de forma crónica produz severos danos à saúde. As vítimas deste tipo de violência apresentam um conjunto de sintomas e sinais que estão inseridos no denominado Síndrome das mulheres agredidas, considerado uma perturbação médica, psicológica e de conduta (Carvalho, 2010). Para além desta, a Perturbação de Stress Pós-Traumático é frequente para caracterizar as vítimas, retratando a mulher como passiva e submissa, portadora de diversos problemas psicológicos.
De acordo com Follingstad e seus colaboradores (1990), a violência psicológica e humilhação provoca um enorme impacto sobre a estabilidade emocional das vítimas, semelhante ao produzido pela violência física, explicando assim a presença de uma elevada reatividade emocional. Estudos recentes não encontraram diferenças significativas no perfil psicopatológico em vítimas de violência física comparativamente às de violência psicológica (Amor et. al., 2001). É relatado pelas vítimas uma dificuldade em organizar o seu discurso, referindo também algum esquecimento e falta de atenção, estes sintomas, segundo Matos (2012) são dos mais frequentes em vítimas de violência doméstica. Sendo frequentes também os distúrbios cognitivos e de memória, incluindo confusão mental, imagens intrusivas, e dificuldade de tomada de decisão.
Íris Pinto
Psicóloga













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