PEDRO ARAÚJO, PRESIDENTE DA ACML
Em entrevista ao nosso jornal, o presidente da ACML, Pedro Araújo, passou em revista as comemorações e fez um balanço dos seus mandatos à frente da coletividade. Falou também do futuro e apontou a questão das instalações como sendo uma das preocupações tanto da ACML como do Conservatório.
O Louzadense – Que balanço faz das comemorações dos 50 anos da ACML?
Pedro Araújo – O balanço global é extremamente positivo, uma vez que, entre outros objetivos, se demonstrou, ao longo do último ano, que a ACML é, de facto, a maior instituição cultural da nossa região. As comemorações dos 50 anos da ACML decorreram sob o título “50 anos, 50 eventos”, tendo começado com a Gala Anual ACML 2024, no Europarque, em Santa Maria da Feira, e terminado com a Gala Anual ACML 2025, no Pavilhão Multiusos de Gondomar. Entretanto, houve outros quarenta e oito eventos que procuraram celebrar com a devida dignidade a efeméride. Alguns desses eventos foram os habituais eventos anuais da ACML, embora também tenham sido realizados eventos propositadamente para a comemoração do seu cinquentenário. Em relação aos primeiros, podem-se destacar as edições especiais do CICLO (Concurso Internacional de Canto Lírico de Lousada), em julho de 2024, e do Festival de Jazz de Lousada, em fevereiro de 2025. No que diz respeito aos segundos, a eventos pensados especialmente para este efeito, podem ser realçados a elaboração de uma monografia da ACML e da Banda de Música de Lousada, apresentada ao público no passado dia 5 de abril, a produção e a apresentação da ópera “La Traviata – A Dama das Camélias”, bem como a realização de um jantar de homenagem a todas as pessoas que, entre 1975e 2025, colaboraram com ACML.
O Louzadense – E que resumo faz dos seus mandatos à frente desta entidade?
Pedro Araújo – Os meus mandatos à frente da instituição têm sido sobretudo uma honra e um privilégio. Na realidade, as dificuldades de gestão da ACML não são muitas, por duas ordens de razões. Em primeiro lugar, porque os corpos sociais que antecederam os atuais fizeram um trabalho louvável e deixaram a ACML com bastante consistência estrutural e financeira. Em segundo lugar, porque a ACML conta, nos dias de hoje, com a colaboração de recursos humanos, docentes e não docentes, de elevada qualidade, o que faz com que tudo o que se produz na instituição também apresente essa mesma qualidade. Em conclusão, nestes seis anos, tudo o que aconteceu de mais significativo na ACML não se ficou a dever ao Presidente da Direção, mas às condições estruturais e financeiras da instituição, bem como aos seus recursos humanos.
O Louzadense – A música, o canto e a dança clássica são valências consolidadas?
Pedro Araújo – Não há dúvida de que há projetos bastante consolidadas dentro da ACML. A Banda de Música de Lousada, o CVS, a Academia Contradanças e o Coro Feminino CVS podem considerar-se vertentes bastante consolidadas. O JENO (Jazz Ensemble do Norte) é a vertente menos consolidada, por ter sido criada há menos tempo, mas está a dar passos seguros para que, a médio prazo, também seja um projeto com consolidação confirmada dentro do universo ACML.
O Louzadense – Que desafios e projetos se podem esperar para o futuro?
Pedro Araújo – Com os dados conhecido nesta data, pode perspetivar-se que os desafios e projetos, a médio prazo, da ACML e do CVS serão distintos, por um lado, mas serão convergentes na questão das instalações. A ACML terá de repensar e de continuar a consolidar algumas das suas vertentes, por força das circunstâncias, e terá de participar ativa e criticamente no processo alargamento das atuais instalações, cujo projeto a Câmara Municipal de Lousada tem já em andamento. Por sua vez, o CVS terá de pensar e de decidir a diversificação da sua oferta formativa e terá também de participar, sobretudo com indicações técnicas e pedagógicas, no alargamento e reformulação das instalações, uma vez que a maior parte das instalações da ACML são para uso do Conservatório.















Comentários