Outros Dados Históricos (Volume II e III) – Casa de Juste VII – (2ª Parte)
D. João Osório, Comendatário do mosteiro de Paço de Sousa, teve filhos de D. Guiomar da Cunha Portocarrero (século XVI). Este Frei João Osório, em 5 -11-1484 obtém o governo deste cenóbio, por bula papal (Inocêncio VIII), tendo sido anteriormente prior de Paço de Sousa (1484).
Nesse mesmo ano, em junho, fora Frei João Lopes de Osório examinado, na cidade de Braga, para haver ordens de Epístola, sendo aí apontado como filho de Lopo Fernandes e de sua mulher Isabel Cardim, da cidade de Lisboa, moradores na freguesia de S. Julião.
O que é facto indesmentivel. Isto mesmo veio provar Henrique Bustorff da Costa Ferreira, in “Notícia sobre a filiação de Paulo da Cunha Coutinho, senhor da Casa de Juste. (Nóbrega:1959,453-460). Dona Guiomar da Cunha, filha de Vasco Martins e de Catarina da Cunha viveu com Frei João Lopes de Osório, abade Comendatário do Mosteiro de Paço de Sousa, na Quinta do Vau, tendo dele vários filhos. Mas no opúsculo de Henrique Bustorff da Costa-Ferreira, apenas se indicam dois filhos a Frei D. João (Lopes) de Osório: Pedro da Cunha, abade de Santa Margarida de Lousada, de quem vêm nomeadamente os da Casa de Juste; e Jerónimo de Osório, abade de S. Martinho de Lagares e fidalgo da Casa do Cardeal-Rei.
Frei António de Assunção Meireles, nas suas Memórias do Mosteiro de Paço de Sousa, culpabiliza-o de muitos males que vieram ao Mosteiro. O dito cartorário, autor destas memórias, refere que João Lopes Osório teve uma conduta «mais escandalosa, pela devassidão e descaramento com que depois de galantear D. Guiomar da Cunha» e dela
teve: Nicolau de Osório, herdeiro dos Casais do Vau; Isabel Cardim que ficou com os casais de Rande; Felipa de Osório; Gonçalo de Osório, que foi abade de Santa Maria de Alijó e Helena de Osório que casou com Álvaro Sanhudo, escudeiro e fidalgo.
Eduardo Vieira Melo Cunha Osório, nasceu a 16 de março de 1876 e faleceu a 14 de fevereiro de 1951. Filho de Carlos Augusto Vieira de Melo da Cunha Osório e Menezes e de Maria Rita de Macedo da Cunha Coutinho Pinto. Senhor da Casa de Juste (S. Fins do Torno, Lousada); Administrador do Concelho de Lousada e Vereador da Câmara de Lousada no penúltimo executivo monárquico. E foi um dos maiores impulsionadores da implantação do republicanismo em Lousada.
A 16 de fevereiro de1951, o Jornal de Lousada dava notícia da sua morte, 14 do citado mês e ano. Foi a sepultar no dia seguinte no cemitério de S. Fins do Torno. A acompanha-lo teve a nata ilustre do concelho de Lousada e o povo que chorava o seu passamento. Deixou órfão uma grande prole.

Obras Consultadas.
– MEIRELES, António de Assunção de – Memórias do Mosteiro de Paço de Sousa,
Academia Portuguesa de História. Lisboa. MCMXLII [1942]. Editada a primeira vez em 1799
– NÓBREGA, Artur Vaz-Osório da – A Heráldica De Família No Concelho De Lousada. Aditamento a “Pedras de Armas do Concelho de Lousada” (1959). Lousada: Edição da Câmara Municipal de Lousada, 1999.
– MOURA, Augusto Soares – Lousada Antiga: Edição de Autor, Gráfica de Paredes, Lda., 2009.
– SILVA, José Carlos Ribeiro da – A Casa Nobre no Concelho de Lousada, FLUP, Vol. III, 2007.
Jornais
– Jornal de Lousada, 16 de abril de 1938 e 1951.
Documentos Eletrónicos
https://www.facebook.com/photo?fbid=818583026737421&set=a.528413485754378
https://www.arquivo.museu.presidencia.pt/viewer?id=48352&FileID=530430&recordType=Description
https://geneall.net/pt/forum/30047/d-joao-osorio-astorga
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Eduardo_Vieira_de_Melo_da_Cunha_Os%C3%B3rio.png
https://olharepublica.blogspot.com/2010/02/o-pelourinho-centenario-do-monumento.html













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