por | 14 Out, 2026 | Música

O jornal O Louzadense apresenta uma entrevista com o trompetista lousadense Hélder Coelho, que integra a Banda da Armada Portuguesa, há 25 anos. O músico recorda as suas raízes em Lousada, a influência familiar na sua formação e o significado especial que foi regressar à sua terra natal para atuar no Festival Filarmónico que se realizou em setembro e foi um dos eventos culturais mais marcantes do ano.

O LOUZADENSE – Quando nasceu a sua carreira de músico? Que influências teve?

HÉLDER COELHO – A minha ligação à música nasceu muito cedo, em Lousada. Cresci num ambiente em que a música fazia parte do dia a dia, muito por influência do meu pai, que era músico na banda da terra. Foi através dele que comecei a acompanhar a atividade da banda e a desenvolver o gosto pelo trompete e pela música em conjunto. Iniciei os meus estudos musicais na banda da terra e, desde então, fui alimentando essa paixão, que mais tarde me levou a prosseguir a formação na ARTAVE. Ao longo do meu percurso, tive a felicidade de aprender com vários maestros e professores que contribuíram para o meu crescimento musical e pessoal, reforçando valores como a dedicação, a disciplina e o espírito de equipa.

O LOUZADENSE – Onde estudou e que bandas e formações representou?

HÉLDER COELHO – Iniciei os meus estudos musicais na banda da minha terra, em Lousada, onde dei os primeiros passos no trompete. O gosto pela música surgiu muito por influência do meu pai, que também era músico na banda, e foi nesse ambiente que nasceu a minha paixão pela atividade filarmónica. Mais tarde, prossegui a minha formação na ARTAVE – Escola Profissional Artística do Vale do Ave, onde consolidei os meus conhecimentos técnicos e musicais. Todo este percurso permitiu-me crescer como músico e preparou-me para ingressar, em 2000, na Banda da Armada, onde tenho desenvolvido a minha carreira com enorme orgulho e sentido de responsabilidade

3. Faz parte da Banda da Armada desde quando? Como surgiu essa oportunidade?

HÉLDER COELHO – Integro a Banda da Armada desde 2000. O ingresso nesta prestigiada instituição representou a concretização de um objetivo pelo qual trabalhei desde muito cedo. Após a formação que realizei na ARTAVE e a preparação adquirida ao longo do meu percurso musical, apresentei-me às provas de admissão, tendo sido selecionado para integrar a Banda da Armada. Desde então, tenho desempenhado as minhas funções com enorme orgulho, dedicação e sentido de responsabilidade, procurando honrar diariamente o prestígio e a tradição de uma das mais antigas e conceituadas bandas de Portugal.

4. Fazer parte da banda mais antiga de Portugal provoca um sentimento especial?

HÉLDER COELHO – É um enorme orgulho integrar a Banda da Armada, uma instituição com uma história ímpar e um prestígio reconhecido. Fazer parte da banda mais antiga de Portugal é uma grande honra, mas também uma responsabilidade, pois sentimos o dever de preservar e dignificar um legado construído ao longo de gerações. É um privilégio representar uma instituição que tanto tem contribuído para a cultura e para a música em Portugal, procurando sempre manter elevados padrões de qualidade e profissionalismo em cada atuação.

5. Quais são os seus projetos para o futuro?

HÉLDER COELHO – Pretendo continuar a evoluir enquanto músico, procurando aperfeiçoar continuamente as minhas competências e enfrentar novos desafios. O meu objetivo é continuar a servir a Banda da Armada com o mesmo empenho e dedicação que tenho demonstrado ao longo destes anos, contribuindo para a excelência da instituição. Paralelamente, quero continuar a partilhar a minha experiência e a promover a música, valorizando o papel das bandas filarmónicas, que foram a base da minha formação e continuam a desempenhar uma função essencial na cultura e na formação de muitos jovens músicos.

6. Que memórias guarda de Lousada?

HÉLDER COELHO – Lousada é a minha terra e terá sempre um lugar muito especial no meu coração. Foi lá que cresci, que dei os primeiros passos na música e onde construí muitas das memórias que marcaram a minha vida. Guardo com enorme carinho o tempo passado na banda da terra, onde comecei a aprender trompete e onde desenvolvi o gosto pela música, muito por influência do meu pai, que também era músico. Sempre que regresso a Lousada é um reencontro com as minhas raízes, com a família, os amigos e com uma comunidade que muito contribuiu para a pessoa e o músico que sou hoje.

7- A atuação em Lousada, no Festival Filarmónico teve certamente um significado especial…

HÉLDER COELHO – Sem dúvida. Foi um momento muito especial e vivido com muita emoção. Regressar a Lousada para atuar tem sempre um significado diferente, porque é a terra onde nasci, onde iniciei o meu percurso musical e onde nasceu a minha paixão pela música. Voltar com a Banda da Armada, uma instituição de enorme prestígio, torna este momento ainda mais marcante. Foi um privilégio tocar perante o público da minha terra, reencontrar familiares, amigos e antigos colegas da banda, e partilhar com eles um concerto que ficará na memória. Foi uma bonita celebração da música filarmónica e das raízes que me ajudaram a chegar até aqui.

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