Este foi o 25.º ano da carreira de Eugénio Teixeira, vocalista dos KA7 AR DE ROCK, que só por isso bem merecia um prémio ou uma distinção como um treinador de futebol que recebeu um dia destes aparatosa distinção. Nada contra tal pessoa, nem tal ato. Até porque acho que daqui a dois anos vai ser o sucessor do Sérgio Conceição no “meu” FC do Porto. Siga. Além do antigo vocalista dos Brutal Joke, é de parabenizar os seus companheiros de estrada, os irmãos Nunes, o mago Duarte e o novato mas excelente guitarrista, uma das revelações de 2022, Daniel Ribeiro (na foto). Deram mais de uma dezena de concertos durante um ano em que terminaram precisamente em cima do palco, numa passagem de ano no Wing Club, da Seroa (Paços de Ferreira). Também com atividade intensa estiveram os LILITH’S REVENGE, que lançaram o primeiro álbum de originais intitulado Children from eden, que foi apresentado em Julho. A banda que junta a lousadense Paula Teles e os paredenses Strings in Veins teve um amplo rol de atuações, mormente no Portalegre Core e no Reagente Hard Fest, da Régua, no recentemente encerrado Metalpoint (Porto), etc. Fruto do trabalho musical e de marketing desenvolvido esta banda teve grande projeção em várias estações radiofónicas nacionais desde a Antena 3 à Rádio Portuense e rádios online portuguesas e brasileiras, assim como na imprensa escrita, sobretudo magazines dedicadas ao metal e hard rock. A banda SUN MAMMUTH é um fenómeno de longevidade, mas curiosamente é formada por jovens. Existe há dez anos e lançou em 2022 o terceiro CD, com o nome Through the Mountain. Os concertos foram mais que muitos, não podendo faltar a presença (duas vezes) no seu palco de eleição, no Will’s Rock Club, de Lousada. Estiveram também no Metalpoint e no festival Inferno das Febras, em Boim (Lousada). Foi o ano de afirmação de outro guitarrista muito promissor, Mano Marques. Os FULANO X, de Rita Calatré, Rui Reis, Sandro Mota & C.ª, que tal como os KA7 são uma banda de covers, prosseguiram a carreira indoor, em eventos para convidados ou à porta-fechada. Mas houve uma feliz exceção com a atuação na Festa Grande de Lousada, em Julho, num concerto que foi dos mais aclamados do ano. Embora seja uma street band que se dedica sobretudo ao folk-pop, acho que é muito merecida uma referência e aplauso ao BANDO DAS GAITAS, que celebrou 10 anos de atividade em romarias, casamentos e outros eventos, onde se exibiram com uma alegria contagiante e excelente qualidade de interpretação. Os ALCATRÃO não saíram da sala de ensaios, mas passaram o ano a produzir novas sonoridades e é de esperar um 2023 com coisas novas, quiçá aparições públicas. Dos constantemente promissores MOMBAI (ainda se chamam assim?) nada se viu. O novo EP é aguardado com expectativa desde Janeiro de 2021. Por último, mas não menos importante, o lousadense PEDRO CABANELAS BESSA continua a trilhar caminhos bastante auspiciosos na sua carreira muito prometedora, em Inglaterra, à frente dos ELECTRON. Este jovem e seus companheiros tiveram um ano em cheio, com edições online, discos físicos, concertos em catadupa, inclusive no Festival Vila, com Andy Martongelli, o guitarrista dos italianos Arthemis. Pelo meio algumas masterclasses com Kiko Loureiro, dos históricos Magadeth. E o ano de 2023 começa já em grande, com muita atividade a aparecer. Finalmente, neste novo ano vai abrir a comunitária e municipal SALA DE ENSAIOS, que está prometida desde 2018. É certamente um bom augúrio para o rock lousadense, que também está a ser fomentado pelo clube de guitarra ROCKSKOOL na escola Secundária, da professora Cristina Pacheco, a quem o Louzarock vai dedicar atenção em breve. Rock on 2023!

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