COMO ESTÁ O COMÉRCIO EM LOUSADA?
Há lojas a mais e habitações a menos e há cada vez mais disparidade entre lojas populares e estabelecimentos para as elites. Estas são algumas das conclusões a que chegamos após ouvir agentes imobiliários locais, vitrinistas, arquitetos, professores e dirigentes do setor comercial lousadense. Também dizem que o excesso de lojas ainda não é preocupante. Lousada está a crescer em população e a mudança social está a motivar dinâmica comercial. Os cursos técnico profissionais da Escola Secundária também contribuem para esse dinamismo, com oferta de mão de obra qualificada. Já da Associação Empresarial (AEL), pode-se esperar muito mais num futuro próximo. Até ao momento pouco se tem visto, mas com apenas 41 sócios, numa localidade com centenas de comércios e serviços, é manifestamente pouco para uma entidade que espera dar um salto após instalar-se na sua nova sede, que aguarda inauguração há alguns meses.
Como presidente da AEL, Elisabete Ribeiro diz que os movimentos no setor comercial de Lousada são “um reflexo das mudanças nas preferências dos consumidores e nas dinâmicas de mercado”. A abertura de novas lojas “demonstra um espírito empreendedor e a vontade de inovar, enquanto o fecho de outras pode indicar a necessidade de adaptação a estas novas realidades.”
Reconhece que há um recuo no setor do vestuário e que “pode ser atribuído a várias razões, incluindo a crescente concorrência de plataformas online, alterações nas preferências dos consumidores e a necessidade de diversificação das ofertas. É vital que os comerciantes do vestuário se adaptem a estas mudanças, talvez explorando novas tendências ou nichos de mercado”.
O surgimento gradual mas notório de lojas vazias é vista por Elisabete como resultado da “crescente construção de novos prédios, com lojas para comércio e serviços que além de ser uma oportunidade, também levanta preocupações. A quantidade de lojas disponíveis pode ser excessiva, especialmente quando muitas permanecem vazias. É importante que haja um equilíbrio e que estas novas lojas sejam acompanhadas de uma estratégia que promova a atratividade do comércio local”.
A inauguração da sede da AEL no CC Edinor “está prevista para breve, embora a data exata ainda esteja a ser definida. A sede oferecerá serviços de apoio aos empresários sócios, como formação, consultoria e apoio na dinamização de negócios”, referiu.
Da atividade da AEL e dos seus planos futuros, diz: “pretendemos continuar a desenvolver iniciativas que fortaleçam o comércio local, revitalizem áreas menos dinâmicas e promovam a inovação entre os empresários, bem como, fornecer formações para as empresas. A colaboração entre a AEL e a comunidade empresarial será fundamental para o nosso sucesso contínuo”.













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