“Aproveitemos! (…)
Que o novo dia nos surpreenda neste paraíso.”
Quem assistiu à “La Traviata – A Dama das Camélias”, inserida no programa do Festival Internacional de Camélias de Lousada, cruzou-se com estas palavras e vivenciou os costumes e as relações existentes no século XIX. Imbuídos do espírito revolucionário da Primavera das Nações, as personagens da história retratam vários momentos de confraternização e de relações pessoais. O espetáculo, produzido profissionalmente pela Associação de Cultura Musical de Lousada, permitiu comparar os nossos tempos com aqueles. O tempo dos bailes e dos convívios, que não era simplesmente momentos de alegria, mas de discussão de valores, princípios e costumes. Eram espaço de debate, de exercício da própria cidadania. O enredo trata também o amor, sendo que dele são feitas as relações e também a cidadania.
Exercer cidadania é também uma forma de amar!
O envolvimento na sociedade e na comunidade surge apenas porque amamos: porque amamos uma causa, um ideal, um conjunto de princípios, porque amamos uma terra.
“Lousada, terra amada” é uma expressão que surge com especial significado no Livro “48” apresentado por estes dias, da autoria de Carlos Manuel Nunes. O manifesto de inquietação que realizou ao longo de alguns anos na escrita de artigos de opinião e no próprio editorial do Jornal O Louzadense, durante o tempo em que foi seu enérgico Diretor, e que agora estão compilados neste livro, revelam um exercício de cidadania fantástico.
Quando amamos algo intensamente, conhecemo-lo como ninguém, pelo que daí deriva a capacidade de avaliar criticamente e de o ajudar a melhorar. Assim, construir e realizar um exercício de cidadania é também uma forma intensa de amar.
Construir cidadania é também contribuir democraticamente para ela!
Assim, é também de louvar o papel da comunicação social, especialmente a local e regional, na construção de uma sociedade mais democrática. Recentemente o Jornal O Louzadense foi reconhecido por esse seu contributo: o de ajudar a construir uma sociedade mais democrática, o de ter Lousada como sua terra amada e, assim, ajudar a acrescentar valor às suas instituições e pessoas.
E por instituições falamos de todas as Associações, Clubes, Partidos Políticos, Grupos Organizados, Movimentos de Cidadãos, Escolas e Cooperativas. Cooperativas como a InovLousada, impulsionadora do projeto que deu origem a este jornal. Nos últimos dias, a InovLousada completou seis anos de existência! Seis anos de cooperativismo, de exercício de cidadania, de demonstração do amor de uma forma diferente.













Comentários