por | 7 Nov, 2020 | Opinião

Discutimos alhos, mas o problema são os bugalhos

Nos últimos dias muito se tem comentado e falado sobre as afirmações do Primeiro-ministro, quando ao querer obrigar a que todos os portugueses instalem uma App no seu telemóvel e em utilizar as autoridades para controlar esse mesmo uso.

Mas sinceramente, não sei o que me custa mais perceber, se esta ideia “brilhante” de António Costa, se a dramatização dos portugueses por terem de usar uma App que nos pode ajudar a manter o controlo de cadeias de transmissão do COVID-19.

Vamos lá ver, vivemos tempos únicos e ímpares em Portugal. Nunca passamos por nada tão grave durante a nossa vida, não sabemos o que é viver em guerra anos a fio, não sabemos o que é estar isolados dos nossos familiares e do nosso quotidiano, não sabemos o que é perder o contato com os nossos entes e ficar sem meios de contato com os mesmos e vivermos anos sem notícias sobre os mesmos.

Por isso nos sentimos tão revoltados com esta “perda de liberdade”, mas será que instalar esta App e partilhar nela o resultado do nosso teste não devia ser considerado um dever cívico?

Fruto do meu trabalho, já tive que fazer o teste (felizmente deu negativo), mas antes de o saber a minha preocupação era não me esquecer de partilha na aplicação se fosse positivo e ter em mente a lista de pessoas com quem tinha contactado nos últimos dias para as alertar.

Só assim podemos ajudar a controlar esta situação e proteger-nos a nós e aos nossos familiares mais vulneráveis. Não sabemos ainda o verdadeiro impacto deste vírus na saúde, quase todos os dias se descobre que ele afeta mais órgãos e causa mais alterações no nosso organismo levando a novos sintomas e patologias.

Não devia ser um dever moral de todos zelar pelo controlo desta situação pandémica e pela nossa saúde e dos que nos rodeiam?

Mas esta é só a minha humilde opinião!

Ricardo Bessa Marques

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