Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lousada (AHBVL) fundada a 13 de junho de 1926, completa este ano 95 anos de dedicação e auxílio à comunidade lousadense. É com enorme regozijo que dedicamos esta edição a estes homens e mulheres, que anonimamente socorrem os lousadenses e não só. Damos destaque a lousadenses que há 50 ou mais anos tornaram-se associados desta excelente instituição de utilidade pública. Auscultamos as vivências de três bombeiros de diferentes gerações e sensibilidades, mas convergentes no objetivo voluntariado corajoso e altruísta.
Mais de 90% dos bombeiros são voluntários. Ser bombeiro voluntário já não é só aquele que transporta doentes e apaga fogos. São socorristas, transportam doentes, atuam em situações de risco e até arrombam portas quando alguém se esquece da chave de casa. Hoje em dia, são o principal agente da Autoridade Nacional de Proteção Civil e, apesar de ganharem maior destaque nos meses quentes de verão, só uma pequeníssima atividade é que está relacionada com fogos florestais. Na maioria das vezes não recebem salário, mas não se importam com isso. O que fazem, fazem por prazer, pela paixão da entreajuda, pelo sentimento de partilha e pela emoção de conquista do bem-estar do próximo. Ser bombeiro é uma forma de cidadania, é fundamentalmente uma forma de estar na vida.
O Louzadense relevou nos últimos meses os mais recentes ex-presidentes da AHBVL. Ser presidente desta associação é uma honra, mas também uma grande audácia, pelas vicissitudes que esta organização comporta. Assim, concluímos com Jorge Vieira esta série de “Grandes Louzadenses”, que tiveram a coragem de aceitar o desafio de timonarem esta corporação. Veterinário de profissão, foi presidente da AHBVL e participou nas direções da Assembleia Louzadense e na Associação Desportiva de Lousada. Homem discreto, mas sociável e disponível para colaborar sempre que solicitado. Filho de lousadenses, mas nascido em Angola, teve de contrariar as dificuldades da adaptação quando veio para Lousada definitivamente. Bem inserido na nossa comunidade, já se sente um verdadeiro “filho da terra”.
A nossa “Cidadania” está reservada para a condição de “Bombeiro/a”. Ficamos a conhecer a visão e o sentimento de representantes de três gerações de bombeiros, cada um com a sua idiossincrasia e forma de sentir esta opção de cidadania. Amílcar Bessa, Paulo Moreira e Sara Peixoto dispuseram-se a conceder o seu testemunho que servirá para homenagearmos esta nobre forma de participação cívica. O Comandante José Carlos Aires completa a nossa pretensão de relevar a condição de bombeiro.
António José Malheiro Guedes de Souza Magalhães é o nosso “Lousadense com alma”. Mais conhecido por Toninho Magalhães, será sempre recordado como um bom amigo, com a sua cirúrgica ironia e pelos altos valores morais. Ativo praticante desportivo e dedicado associado de diversas agremiações, cedo se notabilizou pelo seu cavalheirismo e pelas suas conversas aprazíveis e bem-humoradas.
Associação Social Recreativa e Cultural “Ao Encontro das Raízes” com mais de 20 anos de atividade merece-nos destaque no associativismo devido à importância que tem para a comunidade cristelense.
Agricultura biológica, LouzaRock, Casas Nobre de Lousada e a opinião dos nossos articulistas completam esta 50ª edição, que é mais um marco da nossa resiliência jornalística. Continuem a seguir-nos!
Boa leitura!












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