Diz a sabedoria popular que “ano novo vida nova”! Bem, pelo menos iremos ter novos aumentos dos preços de alguns bens e serviços. Temos também uma nova campanha eleitoral que poderá baralhar as contas dos deputados e dificultar a criação de novos acordos legislativos. Temos também um primeiro-ministro em funções a prometer agora “mundos e fundos” para enganar os distraídos e os crentes. De repente tudo é fácil e aparece dinheiro para apagar “todos os males”. A oposição bem mais realista alerta para acordos fundamentais de compromissos alargados para recuperar o país e aproveitar os fundos comunitários que tanto nos podem ajudar, caso não sejam desviados, como a história nos mostrou recentemente. Continuamos com muitos atores políticos sem sentido de estado, apenas centrados no seu orgulho e nos seus interesses. Para onde caminhamos?
Guilhermina Oliveira é a nossa referência desta quinzena para a rubrica “Grande Louzadense”! Pessoa determinada, empática, participativa em várias atividades sociais, ótima professora e excelente mãe e avó. Ser bom lousadense significa também ser uma referência familiar, quando a vida nos cria obstáculos e alçapões.
Uma das cidadãs mais ativas na universidade sénior, bem como na participação em grupos musicais e corais.
O seu sorriso e a boa disposição são contagiantes para quem de perto convive com esta lousadense dos “quatro costados”.
António Fernando Cunha é o nosso homenageado na habitual rubrica “Louzadenses com alma”. Deixou-nos recentemente de uma forma inesperada, mas deixou um legado de excelente ser humano e disponível para ajudar o próximo a quem já não está entre nós. Homem dedicado à causa do associativismo e cidadania foi ensaiador da Fanfarra de Boim, secretário da junta de freguesia de Pias, catequista, membro da comissão fabriqueira e do secretariado da catequese, ministro extraordinário da comunhão e ensaiador do grupo coral. Teve uma vida preenchida e muito dedicada à família. Assim vale a pena viver!
O nosso relevo desta semana na rubrica “Cidadania” é Pedro Mendes. Jovem lutador contra a doença da esclerose múltipla que o assola desde dos 17 anos, mas que não o impede de ter várias ações sociais. Apesar dos mais de 80% de incapacidade, Pedro Mendes tem tido uma resiliência fora do comum, pois apesar de todas as contrariedades físicas tem sido curador de exposições artísticas, organização de eventos, criação de instalações artísticas, entre outras iniciativas culturais.
Nesta edição quisemos auscultar as expetativas de alguns lousadenses sobre o novo ano, bem como os seus anseios sobre temáticas nacionais. Também destacamos o projeto inovador T0, que envolve alunos e professores do Agrupamento de Escolas Este e que foi merecedor do prémio obtido no orçamento participativo jovem de 2020. Damos também enfoque ao acontecimento inusitado protagonizado pela presidente da assembleia municipal Lurdes Castro e que teve repercussão na imprensa nacional.
O Louzadense continuará a sua linha independente, porque todas as nossas escolhas dependem do interesse dos lousadenses. Interessa-nos relevar quem tem menos espaço comunicativo e ao mesmo tempo procuramos escrutinar os nossos representantes políticos, responsabilizando ou elogiando-os pelas suas decisões.
O Louzadense deseja a todos os lousadenses um excelente 2022 com muita saúde, paz de espírito, harmonia no relacionamento humano e liberdade de pensamento.
Continuem a seguir-nos!
Boa leitura!












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