por | 27 Nov, 2023 | Associativismo, Sociedade

Grande polo de formação desportiva

ASSOCIAÇÃO RECREATIVA E DESPORTIVA DE ROMARIZ

Fundada em 1977, a Associação Recreativa e Desportiva de Romariz tem no futebol a sua modalidade rainha. E as mulheres são mesmo rainhas pois o futebol feminino é que em dá cartaz desta coletividade. A equipa sénior está às portas da primeira divisão nacional. A aposta no futebol de formação é outra vertente muito importante numa associação e clube onde impera um forte bairrismo, como foi sempre tradição em Romariz.

Com o sentimento de bairrismo muito forte, que sempre foi apanágio de Romariz, o lugar da freguesia de Meinedo tem levado por diante um projeto muito valoroso no desporto e nas atividades de recreio.

O timoneiro dos últimos anos tem sido Agostinho Cunha. Diz que está “a ver se passa a pasta a alguém que o suceda”, pois está no cargo há mais de 10 anos e desde outubro encabeça uma direção nova, com gente nova capaz de levar por diante o projeto que está implementado na coletividade. É um projeto muito desafiante.

“Entrei para presidente em 2011 e por aqui me mantenho, mas assim que possível quero ficar só a ajudar e orientar nos primeiros passos de quem me possa suceder”, diz o timoneiro do Romariz, que não esconde que dirigir os destinos do clube é uma tarefa muito exigente.

“Temos 180 atletas, dos quais apenas a equipa de seniores feminina não é de formação”, diz o presidente, para quem “formar, para o desporto e para a vida, é o nosso objetivo primordial, depois o aspeto competitivo vem por acréscimo”.

Agostinho Cunha

O Romariz tem equipas femininas de sub-11, sub-13 e sub-17, além da já referida equipa de seniores, que está a disputar a segunda divisão, zona norte.

“A equipa feminina mais velha é a nossa principal preocupação em termos competitivos porque é a que dá mais visibilidade ao clube, não só pela tradição que o futebol feminino tem aqui mas também porque é uma equipa muito forte e que só por muito pouco não ficou apurada para disputar a subida à Liga Nacional ou primeira divisão”, afirma Agostinho Cunha.

No setor masculino o Romariz conta com equipas em quase todos os escalões, desde os sub-6 aos sub-17. “Estivemos quase para ter equipa de sub-23 e queremos muito voltar a ter equipa masculina de seniores, mas perdemos muitos jogadores juniores que foram campeões de série e por isso chamaram a atenção de outros clubes que os vieram buscar, é mesmo assim”, refere o presidente.

“Formar jogadores que depois seguem para clubes maiores, com outras possibilidades, é um pouco ingrato para nós, mas compreendemos que isso aconteça, é a lei do mais forte e se isso for benéfico para os jovens, tanto melhor, como foi o caso recentemente do João, um rapaz de Pias, que foi para o FC do Porto, depois foi dispensado para o Penafiel e o Benfica foi buscá-lo e já lhe deu contrato de profissional, aos 15 anos de idade”, declara.

Camadas jovens Romariz

O clube tem apenas um campo para treinos e jogos. E ainda há lugar para empréstimo a quem é de fora, nomeadamente equipas informais de veteranos e até clubes federados, como é o caso do Boim, que de quando em vez ali treinam por não possuírem campo sintético.

“Um só campo é escasso para tanta atividade e tanto atleta”, afirma Agostinho Cunha, que gostava de proporcionar ao clube um campo de treinos. “Está praticamente posta de parte a possibilidade de expandirmos o nosso parque de jogos para qualquer lado”, lamenta. Mas revela que existe uma possibilidade em estudo: “o campo de jogos de S. Martinho, perto do apeadeiro de comboios, parece que foi adquirido pela autarquia para o Juventude Desportiva de Meinedo com quem poderemos eventualmente fazer uma parceria”.

Os encargos e preocupações com tanto futebol não deixa muita disponibilidade na coletividade para outras realizações. Ainda assim, querem reativar práticas que eram tradicionais e muito concorridas, como é o caso da festa de São João, da festa do emigrante, festa do dia da Mulher e outros eventos. Entretanto vão participar na feira de produtos e coletividades locais que se realiza mensalmente em Meinedo.

Por fim, falando de verbas, “uma preocupação sempre presente”, o clube gere-se anualmente com “algumas dezenas de milhares de euros”, nomeadamente 30 mil para gastos com o setor da formação e outro tanto com a equipa sénior. Além dos treinadores, massagistas e fisioterapeutas, os encargos com água e luz são também substanciais.

 “A câmara ajuda com subsídio anual, transportes, exames médicos e seguros, o que é uma grande ajuda pois de outra forma tudo isto não seria possível”, declara Agostinho Cunha, que refere como outra fonte importante de receita a mensalidade de 17 euros que os pais pagam por cada jogador.

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