A saúde mental é um componente fundamental do bem-estar humano e tem sido cada vez mais reconhecida como uma área crucial da saúde global. No entanto, no nosso país, ainda pouco se fala e investe nesta área, continuamos a ter muitos velhos do Restelo que acham que são modernices dos jovens atuais. Essa mentalidade reflete-se nos políticos que continuam a encostar para um canto o tema da saúde mental no seu extenso programa eleitoral. E como é óbvio esse pouco investimento reflete-se na população, segundo um estudo da Lundbeck Portugal 3 em cada 10 portugueses já tiveram depressão e 6 em 10 já sentiram sinais da doença, números avassaladores segundo os especialistas.
Mas estando neste ponto temos de perceber como chegamos aqui e como podemos resolver.
Uma das razões é sem dúvida a falta de psicólogos que há no nosso SNS que não conseguem dar resposta à procura crescente de tratamento (principalmente após a pandemia) deixando assim muitas pessoas sem tratamento ou com um tratamento insuficiente.
Outra razão é o aumento do custo de vida, de há uns anos para cá temo-nos deparado com uma inflação que já não se via há décadas que fez disparar os preços dos bens de necessidade básica e também dos juros, deixando muitas pessoas sem capacidade de pagar a prestação da sua habitação ou do seu carro. A interação desses desafios econômicos, juntamente com programas de apoio governamentais que muitas vezes não atendem adequadamente às necessidades da população, tem um impacto negativo na saúde mental das pessoas. A ansiedade e a preocupação relacionadas à instabilidade financeira podem levar ao stresse crônico, insônias, depressão e outros problemas de saúde mental. Além disso, a incerteza em relação ao futuro financeiro e a sensação de impotência podem prejudicar o bem-estar psicológico e emocional, afetando a qualidade de vida das pessoas.
Mas o problema maior está na camada mais jovem da população que se vê num país sem oportunidades onde não se conseguem emancipar porque os salários para primeiro emprego são baixos e os preços das casas elevadíssimos. E mesmo os jovens em idade escolar sofrem as consequências de tudo o que falei anteriormente porque os problemas dos pais afetam-nos diretamente pondo em causa o seu crescimento e o seu aproveitamento escolar.
Mas apesar destes problemas existem medidas que se podem implementar para tentar diminuir o impacto causados pela saúde mental, e já que o nosso governo apresenta pouca vontade de trabalhar nesta área apelo aos municípios que se dediquem a esta causa implementando medidas simples com estas:
[ ] O município comparticipar consultas de psicologia em hospitais privados quando o SNS não conseguir dar resposta à necessidade de toda a população local
[ ] Criar o dia da saúde mental tendo como objetivo sensibilizar as pessoas para esta doença muito séria.
[ ] Fazer palestras e atividades nas escolas sobre este tema para educar os jovens desde cedo a saber a importância da saúde mental e aprendam a lidar com alguns sintomas que possam desenvolver.
João Pires
Vice-Presidente JSD Lousada













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