por | 8 Ago, 2024 | Editorial, Editorial

Editorial 126 | Xadrez político (local)

A pouco mais de um ano até às próximas eleições autárquicas, o xadrez político local começa a ganhar forma. Os partidos começam a revelar as suas estratégias e táticas políticas para a conquista de votos e definição das suas candidaturas. A movimentação dos principais atores políticos já dá sinais claros de quem poderá protagonizar candidaturas à Câmara Municipal, tornando o cenário cada vez mais definido.

No Chega, Gustavo Borges, presidente da comissão política até dezembro de 2026, tem percorrido o seu caminho e parece assumir-se cada vez mais como o provável candidato do partido à Câmara Municipal.

Em lista única, os socialistas lousadenses elegeram Nelson Oliveira como seu presidente, substituindo Lurdes Castro no cargo. O resultado da eleição e a manifesta ausência de alternativa interna abrem via verde para a designação, mais que esperada, de Nelson Oliveira como candidato do seu partido à Câmara Municipal.

No próximo trimestre, os sociais-democratas lousadenses voltarão às urnas para eleger uma nova comissão política, a qual deverá manter a liderança de Leonel Vieira. A coligação existente entre PSD e CDS-PP será, muito provavelmente, renovada após esse ato eleitoral, podendo até ser alargada a outros partidos, como a Iniciativa Liberal, e só depois deverá conhecer-se o candidato às eleições autárquicas de 2025.

Os partidos de esquerda, por sua vez, andarão a considerar uma coligação entre Bloco de Esquerda, Partido Comunista e Livre. Se concretizada, esta união poderá ser liderada por Filipa Pinto, do Livre. Esta estratégia de união de forças de esquerda mostra uma tentativa de consolidar votos e almejar eleger mandatos para a Câmara e Assembleia Municipal.

Mas, como sabemos, em política tudo é demasiado dinâmico, tudo muda da noite para o dia, e do dia para a noite. Não seria, por isso, surpresa o surgimento de outros protagonistas e até de uma lista independente, porventura protagonizada pela ex-vereadora e ex-deputada Cristina Mendes da Silva. O seu “afastamento” das lides políticas locais parecem ter gerado um certo sentimento de saudade em muitos dos seus correligionários locais, ouvindo-se cada vez mais vozes a favor do seu regresso.

No jogo político as estratégias e as táticas são essenciais e os partidos não as querem descurar. A habilidade em combinar estratégias eficazes com o compromisso ético e transparente de apresentar um programa eleitoral que corresponda aos anseios da população e à visão de desenvolvimento social que melhor servirá os interesses dos lousadenses é o mínimo que se exige a cada partido/candidatura, para que o jogo político resulte na vitória do concelho, o mesmo é dizer no progresso e no bem-estar coletivo.

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