O País vive os últimos dias de Setembro rumo ao prazo de submissão do Orçamento do Estado para 2025, com o qual a novela mexicana protagonizada por Pedro Nuno Santos e André Ventura se intensifica.
Em tempos idos, quando a maioria relativa obrigava a negociar orçamentos, toda a oposição procurava a possibilidade de “casar com a carochinha”. As oposições viam na negociação do orçamento do Estado uma oportunidade para influenciar a governação, dar o seu cunho ao orçamento e eventualmente retirar dessa estratégia trunfos eleitorais com a população.
Veja bem, caro leitor, que o mundo da trica política virou novela tal, que hoje em dia ao invés de querer “casar com a carochinha” todos querem que a carochinha case com o outro.
O PS nega negociar e empurra o governo da AD para os braços do Chega para poder gritar: “extrema direita! vem aí o diabo!”. Por sua vez, o Chega nega negociar e, com as suas habituais birras, empurra o governo da AD para os braços do PS para poder gritar: “centrão! são todos iguais! corruptos!”
O PS trocou a arrogância do poder absoluto pela sobranceria da força de bloqueio, o Chega continua a ser coerente apenas na sua absoluta incoerência. Ambos querem desesperadamente mostrar aos portugueses que podem ser levados a sério, mas ao fim das contas têm o país refém desta novela que ninguém aprecia.
Como afirma o líder parlamentar do CDS, 6 meses volvidos e a “cheringonça” parece ainda não ter percebido que perdeu as eleições.
Como diria Adelino Amaro da Costa: “A democracia não é compatível com a teoria de bode expiatório ou com a agitação permanente de fantasmas.”, mas infelizmente hoje, quando não há o que dizer, faz-se barulho.
Pedro Amaral*
Advogado
*O autor escreve mediante o anterior acordo ortográfico












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