por | 22 Mai, 2025 | Editorial, Editorial

Desencontros e (Re)Encontros

Na maioria das vezes, as opções que tomamos podem levar a desencontros. Será quase sempre nossa a razão de nos desencontrarmos de outra pessoa, de um lugar, de uma entidade, de um movimento ou de uma forma de estar na vida. Ser nossa a razão não quererá dizer que a mesma não seja legitimada, apenas teremos considerado num certo momento que o caminho não seria por ali.

Os (re)encontros normalmente não são obra do acaso: são decisões normalmente conscientes da necessidade de voltar ao ponto de partida ou voltar a ter na vida algo que nos completava, preenchia, nos deixava felizes e muitas das vezes nos fazia encontrar connosco próprios.

Acredito que aos poucos Lousada vai-se (re)encontrando com aquilo que a marca e faz mexer! A (re)aposta no automobilismo como a marca indelével de Lousada, tem levado a molduras humanas lindíssimas. A espetáculos cheios de emoção, bastante enérgicos e de singular espetacularidade. Mais se aproxima e muito ainda se espera. Espero que a (re)aposta venha mesmo para ficar, que seja possível continuar a inovar e agregar neste setor e que a marca de Lousada continue a deixar marcas nos Lousadenses e visitantes.

Se (re)encontar é uma opção, a demorar no (re)encontro é também escolha não fortuita. O (re)encontro teve sempre ali, o esforço para o alcançar podia e devia ter sido realizado anteriormente. Muito tempo passou, muito mudou, opções e escolhas tiveram de ser feitas para que o (re)encontro fosse agora possível. Bastava, durante anos, ter havido uma outra predisposição para que o (re)encontro acontecesse sem um nível de saudade tão elevado. Bastava, para tal, não se ter possibilitado desvios de atenção, fosse a que nível fosse.

Desencontros aconteceram também ao nível político. Outros (re)encontraram-se com os eleitores. Uns terceiros surgem na possibilidade de tentar fazer com que os eleitores se (re)encontrem com a política. 

O Bloco de Esquerda teve uma derrota tremenda: o wokismo promovido pelo partido é essencial, mas os eleitores começam a mostrar que não se querem encontrar com quem não apresenta mais. O Partido Socialista tem um dos piores resultados de sempre: parece que os eleitores colocaram o ónus da crise política neles. E costumam fazer pagar caro quando assim é! O centro-direita parece (re)encontrar-se com os jovens, os reformados e os funcionários públicos.

Próxima paragem: Autárquicas! Veremos que (re)encontros e desencontros nos trarão essas eleições.

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