2 – Assembleias de Freguesia (Vulgo juntas de Freguesias) – IV
Resultados eleitorais: percentagens, número de votos e mandatos por União de Freguesias e Freguesias – IV.
4 – União das Freguesias de Figueiras e Covas.
No derradeiro ato eleitoral autárquico, as freguesias de Figueiras e Covas foram a votos, cumprindo o estabelecido pela lei eleitoral, que diferentes instituições operacionalizam: Ministério da Administração Interna, CNE, Câmaras e Juntas de Freguesias, sob o olhar atento das forças militares locais (GNR) e, obviamente, do poder judicial.
Sete os partidos que foram à liça: PPD/PSD.CDS-PP. IL (Coligação Lousada no Coração); PS, PCP-PEV e Chega, um estreante na luta eleitoral ao nível das freguesias (concorreu apenas a 10). Em 2021 a IL e o Chega não foram a jogo.
Fonte:https://www.eleicoes.mai.gov.pt/autarquicas2025/resultados/territorio-nacional.
Os eleitores inscritos alcandoraram-se a 1.930, tendo acorrido às urnas 1.526 (79,07%) e a abstenção foi de 20,93% (404 votos). Os mandatos a atribuir eram 9 (nove), tendo a Coligação Lousada no Coração logrado 6 (seis) e o PS os restantes 3 (três).
PPD/PSD.CDS-PP.IL, lograram 946 votos (61,99%); PS ficou-se nos 454 (29,75%); Chega, terceira força política, arrecadou 75 (4,91%) e PCP-PEV não passou dos 8 (0,52%). Os votos em branco chegaram aos 28 (1,83%) e os nulos situaram-se nos 15 (0,98%).
A vitória do PPD/PSD.CDS-PP. IL é incontestável – diferença percentual de 32,44% (492 votos) relativamente ao PS; o Chega situou-se ligeiramente acima da média concelhia. O resultado do PCP-PEV, mostra, mais uma vez, que esta coligação partidária está em perda acentuada –transversal a todo o concelho: de 20 (2021) para 8 votos (2025).
Recuando quatro anos (2021), o número de inscritos rondou os 1.858 (79,39%); acorreram às urnas 1.475 eleitores e a abstenção não ultrapassou os 20,61% ou 383 votos. Os votos em branco ficaram nos 14 votos (0,95%) e os nulos um pouco mais: 34 votos (2,31%).
Resultado: vitória clara da Coligação de direita moderada.

Em primeiro lugar, realce para pequenas, mas importantes diferenças entre 2021 e 2025 – aumento de eleitores inscritos (+72); de votantes (+51). A direita moderada arrecadou mais 78 votos (3,14%). O PS sofreu uma queda de votantes (-85 votos), menos 0,88%. O PCP-PEV obtém menos 12 votos (0,84%). Para principiante, o Chega obteve um bom resultado.
Numa análise mais fina, a direita moderada aumenta o score eleitoral em 2025 comparativamente para com 2021, em número de votos e percentualmente, mantendo, contudo, o mesmo número de mandatos (6). O mesmo acontece com o PS, obtém os mesmos (3) mandatos, mormente o decréscimo de quase oito dezenas de votos.
Depreende-se, pois, que a direita moderada saiu beneficiada do aumento de eleitores inscritos. O Chega beneficiou da diminuição dos votos nulos, do aumento dos votos em branco, foi pescar votos ao PS e ao PCP-PEV.
Mais uma vez, pode-se afirmar que o número de votos em branco e nulos não influiu os resultados.
Conclusão, o PPD/PSD.CDS-PP.IL cresceu eleitoralmente, comparativamente com atos eleitorais anteriores. O PS logrou minimizar as perdas, dado que manteve o número de mandatos, os mesmos de eleições anteriores. O Chega mostrou que é um partido em crescendo, paulatinamente transmite a ideia de que veio para discutir em votos e em termos percentuais. Um bom resultado para principiante. O PCP-PEV, mais uma vez, assinala a queda aguda que vem tendo eleição após eleição. O que não é bom, pois esta coligação é uma força partidária importante no xadrez político lousadense, tendo em conta o seu histórico desde 1976.
Diário, 18 de dezembro de 2025.
José Carlos Silva













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