O Partido Social Democrata de Lousada, emitiu esta manhã uma NI (Nota de Imprensa) criticando a política de mobilidade do Município. A comunicação é a seguinte, que passamos a transcrever na íntegra:
O Partido Social Democrata de Lousada, pela voz do vereador Fausto Oliveira, manifestou, na reunião de Câmara de 23 de março, profunda preocupação com a estratégia de mobilidade atualmente seguida pelo executivo liderado por Nelson Oliveira, considerando que a mesma revela “resignação” e uma clara falta de ambição para o futuro do concelho.
A recente implementação do programa de transporte a pedido (LIGA), através da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, motivou fortes críticas por parte do PSD. Segundo Fausto Oliveira, trata-se de uma solução tipicamente associada a territórios de baixa densidade, o que levanta sérias questões quanto ao posicionamento estratégico de Lousada.
“Lousada não pode nem deve ser tratada como um concelho de baixa densidade. Merece mais ambição, mais visão e soluções estruturais que correspondam à sua realidade demográfica e económica”, afirmou o vereador social-democrata.
O PSD recorda que o Plano de Ação para a Mobilidade Sustentável do Tâmega e Sousa 2030, publicado em julho de 2023, apontava claramente para a necessidade de evolução para um modelo integrado de mobilidade (Mobility as a Service), com forte articulação entre diferentes modos de transporte e ligação eficaz entre zonas de elevada concentração populacional e polos económicos.
Nesse sentido, Fausto Oliveira questionou o facto de medidas estruturantes previstas nesse plano continuarem por concretizar, destacando, entre outras:
• A ausência de um shuttle de ligação entre o terminal rodoviário de Lousada e a estação ferroviária de Caíde;
• A falta de reforço das ligações às freguesias, com destaque àquelas mais distantes da sede do concelho, como Lustosa e Barrosas (Santo Estêvão), zonas industriais e equipamentos essenciais, como centros de saúde;
• A inexistência de uma estratégia eficaz de estacionamento junto às interfaces de transporte.
“Passaram mais de três anos e continuamos sem respostas. Em vez de uma rede integrada, funcional e atrativa, estamos perante soluções avulsas, insuficientes e sem impacto estrutural”, sublinhou.
O PSD denuncia ainda falhas graves de planeamento, nomeadamente na criação do interface de transportes no centro de Lousada, que, segundo o vereador, não acautela as necessidades futuras de estacionamento e articulação modal.
Para além disso, foi também apontada a ineficácia do sistema de bicicletas partilhadas “Cornélias”, cuja reestruturação já era recomendada em 2023, mas que continua, segundo o PSD, sem funcionar de forma prática e acessível para os utilizadores. “Nem bicicletas, nem um sistema simples de utilização. A burocracia continua a afastar as pessoas de soluções que deviam ser modernas e intuitivas”, criticou.
Para o PSD, a opção pelo transporte a pedido, sem a implementação prévia de uma rede estruturada e robusta, traduz-se numa resposta “mínima” e insuficiente para os desafios de mobilidade do concelho.
“Estão a atirar-nos com migalhas”, afirmou Fausto Oliveira, defendendo que só uma aposta clara numa rede abrangente, permanente e bem promovida poderá garantir adesão dos utilizadores e sustentabilidade do sistema.
O Partido Social Democrata conclui que Lousada está a perder tempo e oportunidades, exigindo ao Presidente da Câmara uma mudança de rumo, com mais ambição, planeamento e compromisso com o desenvolvimento do concelho.
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