A existência de uma criança com deficiência agrega desafios diferentes à família e aos irmãos. Sabe-se que o contacto entre irmãos é uma privilegiada via de enriquecimento e evolução pessoal; sendo, portanto, fundamental que familiares, escola e equipas de saúde estimulem a interação dos irmãos com a criança com deficiência. Esta interação e iniciativa de inclusão permite que dentro das famílias se criem rotinas de interajuda que, por sua vez, são essenciais na construção de significados positivos ao auxílio e/ou paciência necessária para a superação de desafios presentes na deficiência.
A convivência leva a uma maior consciencialização dos irmãos sobre a criança com deficiência permitindo-lhe sobretudo pensar, sentir as preocupações, necessidades e obstáculos que decorrem no âmbito social e pessoal da criança com deficiência, afetando assim o seu desenvolvimento pessoal. No entanto, não nos podemos esquecer que um irmão ou irmã de uma pessoa com deficiência será sempre uma Pessoa e, portanto, é importante que, enquanto pessoa, as suas necessidades de afeto e atenção também sejam suprimidas. Um irmão será sempre mais uma mão para brincar e não “um robot” cuja função será supervisionar o bem-estar da criança com deficiência.
A relação entre irmãos deverá ser encarada como uma fonte de suporte para aprendizagens sobre a empatia ao incentivarmos que se “coloquem” no lugar um do outro, compreendendo as suas necessidades e emoções e autonomia pois o “fazer em conjunto” terá sempre outro sabor.
Os irmãos serão sempre mãos de apoio a novas aprendizagens.
Estimule esta interação!
Partilhe momentos, crie memórias.
Andreia Moreira
Psicóloga












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