ASSOCIAÇÃO DE JOGADORES VETERANOS DE LOUSADA
Esta coletividade de Nogueira (Lousada) foi criada por Fernando Valente. Primeiro começaram com o futsal, depois incluíram o futebol na sua atividade e mais recentemente descobriram o Walking Football, uma modalidade para veteranos (homens e mulheres) que já valeu um título internacional à equipa lousadense. O desporto ajuda à saúde física e mental destes jovens maduros.
O nome foi da autoria de Fernando Valente, um bancário aposentado, que veio de Angola para Lousada, onde trabalhou no Banco Pinto e Sotto Mayor, de Lousada: “entrei para lá em janeiro de 1979, seis meses depois do banco abrir”. Aos 73 anos, olha para trás com satisfação pelo percurso desta coletividade, que ajudou a criar, com o objetivo de promover o desporto entre veteranos. Prefere a denominação “jovens maduros”, pois o desporto estimula o espírito jovem independentemente da idade. É esse o propósito.

“Começamos por ser uma equipa de futsal, em finais dos anos de 1970, só com jogadores do banco, depois entraram jogadores da Caixa Geral de Depósitos e até dos Correios”, recorda Fernando Alberto Couceiro Pinho Valente.
Com o encerramento de uma equipa de futebol amador em Nespereira, os sobreviventes juntaram-se aos Jovens Maduros e iniciou-se então a prática do futebol de 11. “Mas a associação só foi oficialmente formada em 2005, pois assim era mais fácil requisitar campos e pavilhões para treinar e disputar jogos”, afirma Fernando Valente.
Já participaram em torneios oficiais, mas isso, “por vezes, causava algumas chatices e decidimos acabar com isso e jogar só para entreter, pelo gosto de jogar”.
Mais recentemente passaram a dedicar-se ao Walking Football, uma modalidade desportiva especificamente para pessoas com alguma idade e que consiste de um modo geral em jogar futebol “a andar”, conforme diz o próprio nome.
“O Eduardo Duarte, que é especialista em desporto, tomou conhecimento desta modalidade no estrangeiro e propôs-nos a criação de uma equipa, o que aceitamos de bom agrado”, diz o presidente da associação.
Esta é uma modalidade com regras da Rede Europeia de Desenvolvimento do Futebol (EFDN): sem guarda-redes, equipas mistas (homens e mulheres) e todos os jogadores devem ter 50 anos ou mais. Os Jovens Maduros têm cerca de 14 praticantes, o que permite formar duas equipas, pois em cada jogo começam seis jogadores.
A prática desportiva não ocupa a totalidade do plano de atividades dos Jovens Maduros. Os convívios são também uma componente importante. “Fazemos dois ou três jantares anuais, de confraternização”, afirma o dirigente.
Embora seja uma espécie de presidente vitalício, pois como ele diz “os restantes não me deixam sair”, Fernando Valente salienta que “manter a associação a funcionar só é possível com a colaboração de vários dirigentes, entre os quais o Carlos Alberto, que é vice-presidente, tal como o Cunha, o José Ferreira, que é o tesoureiro, o Gabriel, que é o secretário técnico, entre outros elementos sempre muito valiosos e dispostos a ajudar”.
Treinam no ginásio dos bombeiros voluntários de Lousada, quando o tempo não permite jogar ao ar livre, mas quando as condições são boas, treinam no parque urbano. Esperam em breve ter um local mais definitivo e certo. Está em aberto a possibilidade de irem para o campo sintético que se espera para breve em Alvarenga. Mas sobre isso Fernando Valente disse que ainda é cedo para falar.
Em março deste ano, a equipa orientada por Eduardo Duarte, da Associação Jovens Maduros de Lousada, foi à Madeira disputar um torneio internacional de Walking Football e veio de lá com o primeiro lugar. Neste evento participaram as equipas: Jovens Maduros de Lousada (secção de Walking Football); Walking Football Madeira; Emmen (dos Países Baixos); Porto Santo; Ribeira Brava; Educação; Canicense; 1º de Maio; Correios; Rami; Santa Cruzense.
A equipa dos Jovens Maduros de Lousada, esteve representada por 7 elementos do género masculino e 3 do género feminino: José Ferreira; Fernando Valente; Salvador Teixeira; Luís Peixoto; Carlos Moreira; António Cunha; Eduardo Duarte; Carmo Teixeira; Eva Pereira e Lucília Sampaio. Esta equipa foi a grande vencedora deste I Torneio Internacional da Madeira, ganhando todos os jogos realizados. Na final bateu a equipa dos Países Baixos por 2 a 0.

Segundo o orientador Eduardo Duarte, “esta belíssima modalidade, a cada dia que passa está a captar a atenção de mais praticantes, estando já implementada em diversos países. A mesma tem forte impacto na vida social e na saúde dos praticantes, aumentando a interação social e o convívio, produzindo atitudes positivas em relação à atividade física, entre outras”.













Comentários