Entrar no gabinete do enfermeiro de família deve ser como entrar na casa de alguém que nos conhece bem. Alguém que sabe o nome dos nossos filhos, recorda-se da última vez que ali estivemos e pergunta, com genuína preocupação, como temos estado. Idealmente, não há pressa, apenas atenção.
Desde o primeiro choro do recém-nascido até à sabedoria das rugas dos mais velhos, afinal o enfermeiro de família acompanha-nos em todas as fases da vida. Vê os bebés crescerem, ensina os pais inseguros a dar o primeiro banho, tranquiliza as mães sobre as dificuldades da amamentação. Mais tarde, orienta os adolescentes sobre hábitos saudáveis e aconselha os adultos sobre a importância de um estilo de vida equilibrado. Quando as doenças surgem, não é muito diferente. Lá está ele, a avaliar a tensão arterial, a lembrar a importância dos medicamentos, a ensinar um cuidador cansado a dar conforto ao avô que já não anda.
No sistema de saúde, é muitas vezes o primeiro rosto, sendo, portanto, um pilar fundamental dos cuidados de saúde primários, criando uma relação de proximidade e confiança com as famílias. O seu trabalho contribui para um sistema de saúde mais eficiente e para o bem-estar da comunidade, reforçando a importância de um acompanhamento preventivo e contínuo. Sabe o nome do seu?
Joana Pinho
Enfermeira Especialista em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Familiar













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