PARABÉNS ao JORNAL!…; OS JOGOS TRADICIONAIS POPULARES (IX); Celebrar o “25 de Abril”!…

Opinião de Altino Magalhães

Ao mesmo tempo que damos os PARABÉNS ao nosso jornal “O LOUZADENSE” por estes dois anos de vida e desejamos imensas FELICIDADES a todos os dinamizadores, colaboradores e aos leitores do Jornal, vamos também concluir, nesta edição do jornal, este tema “os jogos tradicionais populares” com mais dois jogos tradicionais de Lousada que também estão ligados às vivências populares do Vale do Sousa e Baixo Tâmega, principalmente das crianças e jovens,  assim como vários jogos anteriormente referidos. Em terceiro lugar, vamos comemorar o nosso “25 de Abril”!… e no fim daremos uma informação.

Ao longo destas nove crónicas, optamos por incluir os jogos que achamos mais característicos destas regiões, apesar de haver mais alguns jogos tradicionais que recolhemos, nomeadamente o “rato e o gato”; “ o macaquinho chinês”; “o jogo do anel”; “o jogo do lencinho vai na mão”… 

JOGO DA DANÇA DAS CADEIRAS

Faz-se uma roda de cadeiras, com menos uma cadeira do que o número de jogadores. Com um rádio a tocar, inicia-se a dança à volta das cadeiras, sem parar. Alguém de fora, desliga o rádio e cada um senta-se numa cadeira. Quem ficar de pé, perde e sai do jogo. Vai-se retirando mais uma cadeira de cada vez, e ganha o ultimo a sentar-se quando houver só uma cadeira e dois jogadores. 

JOGO DE SALTAR À CORDA

Duas pessoas frente a frente e cada uma delas segura uma das pontas de uma corda de sisal.

Inicia-se o jogo com o movimento circular da corda e os jogadores ou jogadoras, vão saltando com este movimento. Perde o jogar que não salte a tempo e faça, por isso, parar a corda. O jogador que conseguir manter-se o maior tempo é o vencedor. Pode ser executado de forma individual ou com mais alguns “saltadores” ao mesmo tempo, entrando e saindo do “movimento” da corda ou iniciando o jogo com a corda parada.

Como diz o povo e bem: “Não há duas sem três!…” aqui vai uma “palavrinha” de satisfação pela comemoração do segundo aniversário do Jornal no dia em que se comemora o 47º Aniversário do “25 de Abril”. 

No dia da “revolução dos cravos”, lembro-me perfeitamente dessa quinta-feira, pelas 6h e 30 m da manhã, quando entrei na estação ferroviária de Vila Caiz, na automotora que me levaria até à estação da Livração, para aí tomar o comboio, puxado por uma locomotiva a carvão, a caminho de Penafiel, onde estudava para ser Professor, o amigo revisor me chamou e me disse: Altino sabes que há uma guerra em Lisboa?…

Fiquei atónico e “sem sangue”, tinha sido apurado para o serviço militar dois dias antes, no Regimento de Infantaria Militar de Vila Real. O meu pensamento foi de imediato, questionando-me a mim próprio: – Então vou já ser chamado para a tropa?… Mas, eu que nem sei pegar numa arma o que irei fazer para a guerra?… Acalmei e pensei que talvez me pusessem a descascar batatas!!…

Felizmente e graças à “Revolução dos Cravos”, talvez se tenham “esquecido” de mim e nem tão pouco me chamaram para bater com os “costados” na guerra (assim se dizia na altura)! E… se não fosse o célebre “25 de Abril” daquela célebre quinta-feira primaveril de 1974, de certeza que teria “batido com os costados” na guerra do ultramar.

“25 de Abril Sempre”!… Para que nunca mais ninguém vá para a guerra!….

Por último, informamos os nossos Queridos Leitores que chegou a hora e a necessidade de se fazer um interregno por algum tempo no conteúdo desta nossa crónica “A CULTURA POPULAR E AS TRADIÇÕES”, em suporte de papel, com a promessa de voltarmos, talvez com outro título, mas com o mesmo conteúdo, para que possamos fazer novas recolhas e novas abordagens acerca destes temas integrados na Etnografia da nossa Querida Região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega, nomeadamente no concelho de Lousada.

Ao longo destes 2 anos (julgamos que só em duas ou três edições do Jornal, não foi possível publicar a nossa crónica), abordamos os mais variados temas, nomeadamente a cultura popular; a poesia popular; as lendas e superstições; os temperilhos e remedilhos; os ensalmos; o Natal em Lousada e as Janeiras e os Reis; o artesanato; Os jogos tradicionais, entre outros….

Os temas que futuramente pretendemos publicar (a propor à Administração do Jornal), debruçar-se-ão sobre as recolhas e contextualização etnográfica que estamos a preparar, com algum material que já possuímos e que vamos, de certeza, complementar com muitos mais, tais como: – provérbios; o uso medicinal das plantas; os trabalhos do campo nomeadamente do linho, centeio e milho; os trajes; as festas e romarias; a religiosidade dos povos; os saberes populares; os sabores típicos; os instrumentos musicais populares; as modas; a matança do porco, o casamento à moda antiga, etc, etc….

No entanto e entretanto, outros artigos sairão na página on-line do Jornal e o nosso e-mail: altinomagalhaes@gmail.com estará sempre ao dispor de quem dele necessite.      

Nota-se ao longo destes quase dois anos de existência a preocupação do diretor do jornal de aclarar e analisar algumas correntes antagónicas com o intuito de não cometer qualquer delito contra a consciência de cada um, não se inclinando perante ninguém, antes que estejam averiguados os seus méritos e as suas virtudes, nunca cedendo à tentação de demolir ou derrubar mas sim quando há qualquer coisa de melhor a construir.

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