Campanha autárquica terminada, época para rescaldos, análises e previsões!
Provavelmente os resultados em Lousada tiveram surpresas para alguns. Apesar da campanha relativamente morna, salvo um ou outro debate mais acicatado, poder-se-ia aguardar que os resultados não contivessem muitas surpresas. Mas não! Foram de facto estonteantes!
Doze anos depois, o Partido Socialista voltou a ter cinco vereadores eleitos contra dois da Coligação PSD/CDS. Além disso, aumentou o número de deputados com assento na Assembleia Municipal de oito para treze. Na mesma linha, as presidências das juntas de freguesia foram substancialmente alteradas, há quatro anos o PSD/CDS tinha conquistado oito e este ano ficou pelas seis, o que representa nove presidentes de junta para o PS.
Perante isto, como poderão o PSD e o CDS reagirem no futuro? O PSD, como principal partido da oposição, terá que realizar uma verdadeira introspeção para rapidamente começar a perspetivar os próximos quatro anos. Só haverá boa liderança no município se houver uma oposição atenta e empenhada em contribuir para que se realize um trabalho abrangente e equitativo no concelho. O PSD terá esse dever perante Lousada e os seus apoiantes.
Claro que a pandemia e a forma como o município lidou com o problema, bem como a objetiva forma de comunicação sobre a mesma, permitiu unir mais lousadenses à volta da liderança de Pedro Machado. Metade do mandato foi à volta deste assunto o que também esvaziou qualquer ação da oposição. Não podemos escamotear o bom trabalho realizado nesta matéria, bem como os contributos ambientalistas que reforçaram a nossa identidade e orgulho, mas de facto dois anos foram passados à volta de um problema comum que inibiu qualquer ação contraditória.
Outra análise, resultante destes resultados, é a relevância que o presidente do PS local, Prof. José Santalha, teve na estratégia política vencedora. Uma apurada e cirúrgica escolha dos candidatos às juntas de freguesias contribuiu para este resultado desequilibrado e humilhante para a coligação PSD/CDS. É curioso, que por vezes “nos cafés” se houve de um ou outro apoiante socialista o desejo que José Santalha não tenha tanta interferência na política local. A ingratidão grassa por todo o lado!
O que se pode prever para os próximos quatros anos políticos? Bem, especulando, podemos sempre alvitrar que não se avizinham fáceis os próximos meses para os militantes do PSD e para a sua liderança. Para o executivo camarário, apenas a sua estrutura terá de ser refinada para “encaixar” os cinco vereadores e eventualmente algumas ”agendas” pessoais que poderão colidir.
Uma nota final, para realçar a percentagem do partido Chega acima do Bloco de Esquerda (BE), quando de facto a candidata do BE apresentou diversas ideias e teve uma ação no terreno bastante ativa e empática. Já a candidata do Chega, não é lousadense e mal se deu por ela. Talvez a única justificação possa ser a adesão a esta candidatura do lousadense Tenente-Coronel Manuel Mota e a adicionalmente o voto de protesto, que em muitos pontos do país convergiu para o Chega.
Nesta edição apresentamos Cândida Novais como a “capa”, completando assim um conjunto de ex-vereadores que O Louzadense quis relevar. Mulher ativa, professora, frontal, combativa e participante em várias estruturas locais e regionais, Cândida Novais não deixa ninguém indiferente perante a sua presença.
Na rubrica “Cidadania”, temos Hugo Santos. Sempre ligado ao hóquei em campo, quer como jogador, treinador e dirigente é mais um valor humano que Lousada pode orgulhar-se de possuir.
Outros temas interessantes e oportunos podem ser consultados nas páginas seguintes a esta missiva.
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