por | 1 Out, 2021 | Cultura, Sociedade

Lousadenses que foram autarcas noutras localidades

Por José Carlos Carvalheiras

Vários cidadãos naturais de Lousada exerceram noutros concelhos cargos em Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, Assembleias Municipais e Assembleias de Freguesia. Todos eles foram candidatos eleitos ou nomeados depois de bem enraizados nas respetivas localidades que os acolheram.

Foram os casos de Heitor Carvalheiras (Vila Nova de Gaia), António José de Magalhães (Ferreira do Alentejo), Clemente Amorim (Valença do Minho), Manuel Pinto Coelho (Vila Nova de Paiva), entre outros. Quem se mantém em funções é Antonino Figueiredo, que preside à União de Freguesias de Lagares e Figueira, no concelho de Penafiel.

HEITOR MEIRELES CARVALHEIRAS – Presidente da Câmara de V. N. de Gaia

Heitor Meireles Carvalheiras nasceu no Picoto (Silvares) a 17/10/1938, filho de Joaquim Afonso Carvalheiras e de Maria Carolina Meireles. 

Após a instrução primária na Vila de Lousada (atual edifício da Biblioteca Municipal) e liceal no Colégio Eça de Queirós, rumou ao Seminário dos Carvalhos onde completou os estudos secundários e complementares, até 1958, e frequentou o seminário beneditino de Singeverga até ao 8º ano de formação eclesiástica. 

Já como técnico de contas e gestor, mudou-se para Vila Nova de Gaia, logo após o 25 de abril, exercendo funções na UTIC – União de Transportes para Importação e Comércio, Lda.

Foi presidente de junta da freguesia de Canelas (de 1978 a 1983), pelo Partido Socialista e de 1983 a 1989 também pelo mesmo partido foi Vereador na Câmara Municipal com vários pelouros, nomeadamente da Saúde, Associativismo e Eletricidade. Foi eleito Presidente do município gaiense em 1989, mantendo-se no cargo até 6 de fevereiro de 1998.

“Fiz o que pude, o que soube e o que me deixaram fazer”, disse Heitor Carvalheiras na cerimónia de homenagem que a autarquia gaiense lhe promoveu em 2010, com atribuição do seu nome a uma rodovia na cidade. Também tem o seu nome numa rua de Canelas.

À medida que foi envelhecendo, foi-se tornando cada vez mais avesso à comunicação social e à exposição pública por considerar que se trata de exibicionismo. Ângela Carvalheiras, médica-dentista, filha daquele lousadense radicado em Gaia, salienta o impulso comercial que deu a Gaia, que começou com a instalação do Gaia Shopping que abriu a via para Gaia ser um grande polo de comércio no Norte.

“Por não se expor ficaram por conhecer muitas histórias pessoais e sociais. A sua dedicação era notável: chegava à câmara às 8 horas da manhã e saía às 22 ou 23 horas. Quando chegava a casa tinha gente à sua espera para solicitar informações, pedidos de ajuda de vária ordem. Ele próprio marcava encontros de trabalho à porta de casa”, refere Ângela Carvalheiras. 

António de Sousa MagalhãesPresidente da Câmara de Ferreira do Alentejo

António José Teixeira Rebelo de Sousa Magalhães nasceu em Caramos (Felgueiras) a 15/5/1887, filho de Benedito José de Sousa Magalhães e de Rosa Teixeira Rebelo. Casou com Palmira Malheiro Guedes de Carvalho e Sousa Vasconcelos, na Casa de Pereiró, Pias (Lousada), a 16/1/1914, sendo, por isso, avô do Dr. Jorge Magalhães, Presidente da Câmara de Lousada entre 1989 e 2013.

Senhor da Casa do Murgido, em Borba da Montanha (Celorico de Basto), foi bacharel e notário, além de membro do Partido Unionista e Administrador do Concelho de Lousada. Também participou na fundação dos Bombeiros Voluntários, de cuja Direção foi o primeiro Presidente.

Radicou-se, depois no Sul do país, vindo a ser Presidente da Câmara de Ferreira do Alentejo (1942-1943) e advogado em Évora, com escritório na Praça do Giraldo. 

Faleceu em São Sebastião, Setúbal, a 5/9/1971.

ANTONINO DE CARVALHO FIGUEIREDO – Presidente da União de Freguesias de Lagares e Figueira (Penafiel)

Antonino Carvalho de Figueiredo, de 53 anos, é natural de Cristelos, filho de Antonino Carvalho Figueiredo e Maria Alice Carvalho Grade. Está a terminar um mandato, pelo PSD, em Lagares e Figueira (Penafiel), onde há quatro anos ganhou as eleições com uma vantagem esmagadora (teve o dobro dos votos do segundo classificado, o candidato do PS). 

“Troquei a minha amada vila de Lousada por Lagares – Penafiel, freguesia onde orgulhosamente vivo, devido ao laço matrimonial contraído com a minha esposa natural desta maravilhosa freguesia”, diz este lousadense.  

Antonino salienta que foi sempre “uma pessoa muito ativa nesta comunidade que me recebeu de braços abertos. Há 8 anos atrás o antigo Presidente da Junta de freguesia que terminava o seu ciclo de mandatos e convidou-me para esta aventura, que só aceitei após muita insistência. Era um novo desafio de grande responsabilidade, tendo em vista que não era político e tinha um grande legado para enfrentar”.

Confessa que “no primeiro ato eleitoral, o resultado não foi o esperado pois vencemos por uma margem reduzida. Começamos por aplicar uma política de proximidade com a população, ouvindo-os e assim ir ao encontro dos seus anseios. Tudo era novo, os problemas iam surgindo e nós executivo íamos dando solução e fazendo as obras que a população à tantos anos ansiava sendo que foram quatro anos de muita luta, de sacrifício e de uma boa matemática para poder superar todas as dificuldades encontradas”.

O reconhecimento da população ao trabalho produzido surgiu nas eleições autárquicas de 2017: “foi uma das maiores alegrias que tive na vida, pois obtivemos a maior vitória eleitoral após 25 de abril, com uma percentagem histórica de 68,79% dos votos.

Mas Antonino Figueiredo, não se vai recandidatar. A esse propósito afirma que “entendo que temos de saber entrar e principalmente saber quando devemos sair, tenho novos projetos empresariais em mente e sinto que se me candidatasse não iria ter a mesma energia dos últimos 8 anos. Para bem da freguesia e do projeto “Penafiel Quer”, defendo que está na hora de fazer uma remodelação”. 

Em jeito de conclusão, sublinha que deixa “uma junta com muita obra feita, com prioridades sociais, com uma tesouraria bem estruturada e com uma boa almofada financeira”.

JOSÉ MANUEL PINTO COELHO – Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de Paiva

Nascido em 1955, José Manuel Pinto Coelho, é filho de Maria de Jesus Ferreira Pinto, a primeira mulher autarca em Lousada (foi presidente da Junta de Freguesia de Boim em 1977 e 1978. Ainda jovem, José Manuel foi acometido por uma debilidade de saúde e, para recuperar, foi-lhe sugerido ir para Vila Nova de Paiva por causa dos ares curativos daquelas paragens. 

“Vim para cá só para passar uns dias, mas fui tão bem acolhido e a vida proporcionou-se tão boa que fiquei”, revela este lousadense.

Foi, ficou, casou e não mais voltou, pelo menos em definitivo, pois tem estima grande por Lousada. Do matrimónio com Teresa Mota, a filha do relojoeiro local, nasceram as duas filhas, Inês e Raquel.

Dedicou-se a vários negócios e coletividades naquela ridente localidade paivense, tornando-se conhecido e muito considerado. Por isso, foi com alguma naturalidade que o convidaram para encabeçar a lista do PSD à Junta de Freguesia, numa localidade de Câmara socialista. Mas ganhou e desempenhou o cargo durante quatro anos. “A minha vida particular e profissional não permitia mais”, reconhece o próprio. 

“Tal como a minha mãe fazia em Boim, também eu tenho um gosto muito grande pela vida comunitária e sinto-me bem a fazer o melhor pelas pessoas através de coletividades locais. Estou envolvido nos Bombeiros – aliás, também sou bombeiro -, fui diretor do clube local e sou dirigente na Rádio Escuro”, descreve José Manuel, que adquiriu a Ourivesaria Mota do seu sogro, negócio que dirige em Vila Nova de Paiva.

JOAQUIM VEIGA RIBEIRO – Presidente da Junta de Paços de Ferreira

Outro presidente da Junta de Freguesia oriundo de Lousada foi Joaquim Pinto Veiga Ribeiro, que se destacou como presidente da Junta de Paços de Ferreira. Era natural de Nogueira, onde nasceu em 3 de dezembro de 1932, filho de Adriano Ribeiro e de D. Aurora de Jesus Martins Veiga, professora primária ainda hoje recordada com saudade. 

Apesar de desde muito novo ser apreciador da leitura e da poesia, o primeiro poema da sua autoria que nos chegou, intitulado “O Burro, o Moleiro e o Ferrador”, foi elaborado quando tinha 19 anos de idade.

Enveredou pelo Curso de Agente Técnico Agrícola, na Escola Prática Agrícola de Santo Tirso, e ingressou na Estação Agrária de Paços de Ferreira na sua primeira experiência profissional, entre 1954 e 1957, à qual regressará em 1975 após 18 anos em Moçambique. Na antiga possessão colonial, casou com Maria Cândida em 1958, casamento por procuração da noiva, que se lhe juntou no ano seguinte.

Eleito Presidente da Junta de Freguesia de Paços de Ferreira nas segundas eleições autárquicas, em 1979, é reeleito no mandato seguinte, saindo em 1985.

A sua participação cívica estendeu-se, também, à Habipaços – Cooperativa de Habitação, de que foi um dos fundadores, e a vários outros projetos de desenvolvimento local, por cujo envolvimento é homenageado pela Câmara local a 19/5/2012. 

Faleceu em Paços de Ferreira em 2 de Janeiro de 2020.

CLEMENTE AMORIM – Vereador na Câmara de Valença do Minho

Clemente José Pinto da Fonseca Amorim, nasceu em 12 de dezembro de 1948, em Varziela, Felgueiras, tendo falecido em 5 de outubro de 1996, precisamente durante o mandato para o qual havia sido eleito nas eleições autárquicas. De 1993

Era filho de Artur António Peixoto de Amorim e de Adelaide Pinto da Fonseca Amorim.

Residiu na Casa da Quinta, em Cristelos, Lousada, e fez o ensino primário na Escola da Vila, em Lousada (junto aos Bombeiros Voluntários, atual Biblioteca Municipal).

Prosseguiu os estudos no Colégio João de Deus, no Porto, em regime de internato e posteriormente no Colégio Brotero, no Porto, também em regime de internato (atual escola preparatória Francisco Torrinha – Foz).

Foi prestar serviço militar em Angola e quando regressou ingressou na Escola Superior Agrária, em Coimbra, onde se formou em Agronomia.

Depois de realizar estágio profissional na Serra da Malcata, concelho do Sabugal, ingressou na Refinarias de Açúcar Reunidas (RAR), na qualidade de Engenheiro Agrónomo, para gerir a exploração agrária e vinícola (vinho alvarinho) que a empresa detinha em Valença do Minho e Monção.

Posteriormente, ingressou no Ministério da Agricultura, exercendo funções como Diretor do Centro de Formação Profissional do Ministério da Agricultura, em Vila Nova de Cerveira.

Mais tarde, ainda no Ministério da Agricultura, inicia funções como Engenheiro Agrónomo, responsável pelo concelho de Valença do Minho e de Paredes de Coura.

Prestou apoio técnico, como Engenheiro Agrónomo, durante vários anos, na Câmara Municipal de Valença, tendo desenvolvido um papel preponderante nas candidaturas apresentadas, de caminhos agrícolas e regadios.

Foi formador profissional, tendo ministrado inúmeros cursos de formação profissional na área da agronomia.

Casou, em Valença do Minho, com Ilda da Conceição de Castro e Sousa Amorim, em 9 de Setembro de 1978, e teve dois filhos, Ana Margarida de Castro e Sousa Amorim Bravo Faria e Miguel Artur de Castro e Sousa Amorim.

A par da atividade profissional, em Valença do Minho manteve-se sempre ativo no movimento associativo.

Foi membro e presidente do Rotary Clube de Valença do Minho, foi Vice-Presidente da Escola de Patinagem Novo Mundo (atualmente Valença Hóquei Clube), foi presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação de Valença do Minho durante vários mandatos, foi ainda membro do CPM, ministrando cursos a casais de preparação para o matrimónio.

Em 1993, é convidado pelo Partido Socialista para se candidatar à Câmara Municipal de Valença do Minho, nas autárquicas de 1993, na qualidade de independente, tendo entretanto aderido ao Partido Socialista como militante.

Foi eleito vereador, sem pelouro, e exerceu funções até ao seu falecimento.

Em Valença do Minho, ainda hoje é recordado como um Homem bom e um Senhor, cujo empenhamento nas Instituições em que participou, o seu espírito social e a extrema e discreta correção de que os seus atos se revestiam falam por si!

A filha, Ana Amorim refere que “é para nós um gosto e uma honra sentir que se mantém vivo na sua terra, de que tanto gostava, e onde jogou na equipa de hóquei em campo, onde tantos amigos tinha e onde tão feliz se sentia, e como sempre dizia «Só sou verdadeiramente feliz, quando viro o carro a sul, vejo a placa Porto e sigo para Lousada!»”.

RUI GRAÇA FEIJÓ – Vereador da Câmara Municipal do Porto

Embora nascido em Braga a 4/11/1954, filho de Rui Maria Malheiro de Távora de Castro Feijó e de Margarida Larcher Graça, imediatamente veio para a Casa de Vilar, de seus pais, onde cresceu. É doutorado em História Moderna em Oxford e Professor na Faculdade de Economia do Porto, Universidade Católica e Universidade Nacional de Timor-Leste e, atualmente, investigador associado no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. 

Foi Vereador da Câmara Municipal do Porto e Presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (1998-2000). 

Residiu em Timor-Leste (2004-2006), onde foi assessor do Presidente da República, Xanana Gusmão, acompanhando o processo de desenvolvimento da democracia timorense. Publicou vários trabalhos no âmbito das Ciências Sociais. Coautor de “A Morte no Portugal Contemporâneo” e autor de “Os Vinhos Verdes”, “Liberalismo e Transformação Social”, “Timor: Paisagem Tropical com Gente Dentro”, “Democracia: Linhagens e Configurações de um Conceito Impuro” e “Sombras, Memórias” (fotobiografia do seu tio Álvaro Feijó).

Outros presidentes

Antes de instituídas as eleições para as autarquias locais, em 1976, em Portugal, as localidades eram presididas por pessoas que eram nomeadas ou eleitas por colégios restritos de representantes da comunidade local. Seguem-se alguns casos de lousadenses que nessas circunstâncias presidiram noutros municípios.

MANUEL ALBINO PACHECO – Presidente de Aguiar do Sousa

Senhor da Casa das Vinhas (Nevogilde), nascido provavelmente em 1780, era filho de Manuel Pacheco da Rocha e de Mariana Luísa Nogueira de Miranda. Emigrante no Brasil por duas vezes, veio para Portugal com a esposa e os três filhos, nascidos no Rio de Janeiro, entre os quais o Conselheiro José Guilherme Pacheco, o “Rei de Paredes”. Voltou ao Brasil devido à guerra civil, deixando a família na Casa das Vinhas. 

Restaurou em 1830 a capela de Nossa Senhora da Ajuda, na sua freguesia, devido a graça recebida, como se pode ler em inscrição por cima da porta principal. 

Em 1834 foi nomeado Presidente da Comissão Municipal de Aguiar de Sousa (município entretanto extinto) jurando a Carta Constitucional e aclamando a Rainha D. Maria II. Também foi Vereador da Câmara de Paredes (de 15/2/1837 a 1/1/1838) por Nevogilde pertencer àquele concelho.

Casou com Ana Maria de Jesus na igreja da Candelária (Rio de Janeiro) e faleceu a 10/10/1862.

ANTÓNIO PINTO DE SOUSA FREIRE – Vereador da Câmara de Paredes

Nascido provavelmente em 1795, filho de Manuel José Pinto e Sousa e de Custódia Maria de Sousa, foi senhor da Quinta do Carregal (Casais), Presidente da Câmara de Lousada (1843-1845) e Vereador da Câmara de Paredes (empossado em 19/4/1837) por Casais na altura pertencer àquele concelho, Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. 

Casou com Maria Amália de Sousa Freire Peixoto Vilas Boas e a 2ª vez com Joaquina Angélica Magalhães. Faleceu a 11/5/1873.

ANTÓNIO MEIRELES BRANDÃO LOBO – Vereador da Câmara de Paredes

António Machado de Sousa Meireles Brandão Lobo, filho legitimado de Pedro Machado de Sousa Meireles Brandão Lobo e de Bernardina Maria Camelo (por vezes também referida como Bernardina Rosa de Sousa), foi Vereador da Câmara de Paredes (de 15/2/1837 a 1/1/1838) pela sua ligação à Casa do Carreiro de Cima, em Nevogilde, freguesia que na altura pertencia àquele concelho. 

Casou com Teresa de Jesus Ferreira e faleceu a 15/1/188, na Casa da Argonça (Ordem), com cerca de 70 anos de idade. Foi sepultado na igreja de Covas (Lousada).

FRANCISCO SOARES DE MOURA – Presidente da Câmara de Penafiel

Francisco Pinto Coelho Soares de Moura nasceu, na Casa da Lama (Lodares), a 17/1/1857, do filho do Dr. António Manuel Pinto Coelho Soares de Moura e de Ana Albina Magalhães Peixoto Pinto de Meireles. 

Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, Deputado à Assembleia Nacional pelo Círculo de Penafiel, Felgueiras e Lousada, e Administrador do Concelho de Penafiel, foi o mais jovem Presidente da Câmara deste último concelho (1887-1888). 

Faleceu, no Porto, a 15/12/1888, de tuberculose, sem geração, e foi sepultado em Penafiel.  

MAJOR ARROCHELA LOBO – Vereador e Presidente da Câmara de Penafiel

O Major Carlos Augusto Arrochela Lobo nasceu em Vilar do Torno a 16/1/1892, filho de João Carlos de Arrochela Lobo e de Joaquina Emília de Sousa Machado. 

Oficial de Infantaria, foi Governador Civil da Guarda e de Beja, Vereador e Presidente da Câmara de Penafiel (1928-1936), Comissário do Desemprego e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lousada, na qual foi grande obreiro da construção do novo Hospital. Secretário do Conselho Municipal, entusiasta da ligação do caminho-de-ferro de Penafiel à Lixa e Comendador da Ordem de Avis, casou pela 1ª vez com Maria da Assunção Mesquita Pimentel a 11/12/1918, e a 2ª vez com Maria Beatriz de Vasconcelos Simões, a 2/4/1955, em Arroios (Lisboa). 

Faleceu a 2/6/1968, em Lisboa. Sepultado em Lodares, freguesia onde viveu durante alguns anos.

JOSÉ PACHECO DE FRANÇA – Presidente da Câmara de Felgueiras

José Joaquim da Costa Pacheco de França nasceu, na Casa da Torre (Torno), de que foi senhor, a 7/8/1798, filho de Manuel da Costa Guimarães e de Ana Joaquina Pacheco de França. 

Foi Presidente da Câmara de Lousada (1845-1846) e da Câmara de Felgueiras (1862-1865) e Vogal da Junta da Paróquia do Torno (1878-1881). 

Casou a 1ª vez a 22/5/1831 com Joaquina Cândida Ferreira Pinto de Carvalho e Pereira, da Casa de Vila Chã (Aião), e a 2ª vez a 30/10/1843 com Maria Casimira da Costa Magalhães, da Casa da Costa (Airães).

JOSÉ MARIA MAGALHÃES – Presidente da Câmara de Felgueiras

De seu nome completo José Maria de Sousa Pereira Castro Caldas Gomes Abreu Magalhães, nasceu, em Vilar do Torno, a 22/2/1817, filho de António de Sousa Magalhães e Meneses e de Francisca Luísa Alpoim Ferreira de Castro Caldas Gomes Abreu, senhores da Casa de Vilar. 

Foi Presidente da Câmara de Felgueiras (12/7/1847-21/10/1847), Fidalgo Cavaleiro da casa Real (alvará de 15/2/1849), do Conselho de Sua Majestade Fidelíssima e Comendador da Ordem de Cristo. 

Proprietário das casas de Valmelhorado (Pombeiro), Montebelo (Lagares), da Várzea e do Ribeiro, casou com Rosa Emília Peixoto de Freitas, da Casa do Souto do Cabo (Torrados) e faleceu a 23/7/1877.

HENRIQUE CABRAL DE NORONHA E MENESES – Presidente da Câmara de Felgueiras

Nasceu, na Casa da Bouça (Nogueira), a 16/1/1821, filho de António Cabral Noronha e Meneses e de Engrácia Pereira Bravo. 

Foi Deputado às Cortes, Presidente da Câmara de Felgueiras (1880-1884), Administrador do Concelho de Lousada (1845) e por duas vezes Administrador do Concelho de Marco de Canaveses, onde foi Delegado do Procurador Régio, procedendo à acusação de José do Telhado. 

Fidalgo Cavaleiro da Casa Real (alvará de 5/2/1882), casou com Ana Amélia Leite de Faria e Sousa a 10/4/1861, na Casa da Porta, Vila Fria (Felgueiras) e faleceu a 13/11/1902.

LUÍS VAZ TELES DE MENESES E MELO – Presidente da Câmara de Felgueiras

Nasceu, na Casa de Rio de Moinhos (Covas), a 8/11/1837, filho de Manuel Pinto Vaz Guedes Bacelar Sarmento Pereira de Morais Pimentel e de Ana Carolina Vaz Guedes Pereira Pinto Teles de Meneses e Melo. 

Foi 2º Visconde de Vila Garcia e 5º Visconde de Montalegre, Moço Fidalgo com exercício no Paço (alvará de 29/7/1876), Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, Administrador do Concelho de Felgueiras e Presidente da Câmara Municipal de Felgueiras (1886-1887). 

Casou com Maria da Conceição de Sousa Pereira de Castro Caldas de Magalhães e Meneses a 3/7/1878, na Casa de Valmelhorado (Pombeiro – Felgueiras) e faleceu na Foz do Douro a 1/5/1895. Sepultado em Covas.

1 Comment

  1. Fernando Dias

    O Heitor Carvalheiras foi o pior autarca português de sempre.
    Impreparado, inculto e um político muito rasteiro. Nada fez de notável por Gaia e o que fez foi de uma displicência inaudita.
    Refere-se aí que é avesso à comunicação social! Pudera, ele nem sabe se exprimir!
    Uma nulidade total.

    Reply

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