Bombos “Os amigos de Caíde de Rei” marcam a diferença

O grupo de bombos “Os Amigos de Caíde de Rei” tem já 17 anos de história e é composto atualmente por 32 elementos, 4 gigantones, 6 concertinas, 1 bandeira, 10 caixas e 12 bombos, tendo como presidente o caídense Pedro Nunes que segue o sonho e projeto do seu pai, Joaquim Nunes.

Segundo Pedro, tudo começou “numa brincadeira entre amigos” para ajudar a freguesia: “Começamos por altura das obras do Centro Paroquial da freguesia. Fazia-se uns cortejos e o meu pai trazia uns grupos de bombos. Um certo dia, ele, em vez de pagar, decidiu ser ele a fazer. Comprou dois bombos e duas caixas. A partir daí, começou a aumentar as atuações.

Primeiro, em casa de amigos e, mais tarde, começamos a fazer festas e a criar as nossas próprias músicas”, recorda o dirigente, salientando que o grupo atualmente faz em média mais de 50 festas por ano.

Gigantones chegaram há 10 anos

Pedro, ao falar do pai, relembra também o sonho que o acompanhava: ter gigantones no grupo, marcado pela diferença. O sonho foi concretizado há dez anos: “É uma das grandes atrações do nosso grupo. Ele queria que marcássemos a diferença, e somos diferentes. Não é só pelos gigantones. É pela roupa, que tem de ser bem trajada, com as cores da freguesia, o amarelo e o azul, pelas músicas e até pela forma como atuamos. Temos de ter cuidado, brio nas atuações e muito profissionalismo, até porque levamos o nome de Lousada e de Caíde de Rei pelo país fora”, diz, orgulhoso.

Segundo o dirigente tudo o que aprendeu foi com o pai, mas após a sua morte, os inícios foram difíceis para ele, “tive de abrir os olhos e ver como se negociava”, é com satisfação que nos diz que é um grupo muito requisitado, e que desde a primeira festa , a festa da Aveleda em Março até ao final do ano são dezenas de atuações, algumas especiais, como a de Santiago de Compostela que ainda é motivo de conversa entre os elementos. Como referiu anteriormente o grupo promove a freguesia e o concelho, talvez seja o grupo que mais leva Lousada às costas, e sem apoio nenhum, o que lamenta.

No futuro, o presidente do grupo quer ter cada vez “mais festas contratadas”, evoluir e marcar sempre a diferença. As maiores dificuldades que sente são as financeiras, pelo que gostaria de ter mais apoio, sentindo que a concorrência cada vez é maior, com o aumento do número de grupos de bombos. Mas a concorrência não o assusta, pois torna-se “um desafio”: “Todos reconhecem que o grupo de Bombos de Caíde de Rei é melhor e diferente e assim temos de continuar a ser”.

Uma das festas especiais é sempre a da terra, Caíde de Rei, em honra de S. Pedro: “É o nosso estádio, o nosso povo, sentimos o apoio da nossa gente! Atuar na freguesia é especial”, refere.

“Aproveito para agradecer o apoio que temos sentido ao longo do nosso percurso e espero que nos continuem a seguir, pois o vosso apoio e dedicação é muito importante para a nossa associação”, deixa o apelo.

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