por | 27 Jun, 2019 | Cultura, Freguesias

Rancho Folclórico S. Pedro de Caíde de Rei quer ir mais além

Tudo começou com uma brincadeira, quando um grupo de pessoas se juntou para atuar num cortejo no âmbito das festividades em honra de S. Pedro, padroeiro de Caíde de Rei. A brincadeira tornou-se um projeto mais sério e nasceu o Rancho Folclórico São Pedro de Caíde de Rei, fundado em 2002. É o mais jovem grupo de folclore do concelho de Lousada, integrando a Federação Portuguesa de Folclore.

Atualmente, o grupo conta com cerca de 50 elementos de todas as faixas etárias, não só de Caíde de Rei, mas também de freguesias vizinhas.
O caídense Joaquim da Silva Teixeira é o presidente do Rancho Folclórico de Caíde de Rei, ocupando o cargo desde 2018, apesar de ter já integrado as direções anteriores. Considera que esta não é uma função fácil, devido à necessidade de gerir as diferenças: “Nem sempre as opiniões são unânimes, mas tento sempre levar as coisas para um bom rumo”, afirma, agradecendo o “empenho, esforço e sacrifício” de todos os elementos.

Homens precisam-se

Apesar da vitalidade do grupo e de honrar os compromissos, o presidente conta que se debate com uma pequena dificuldade: a falta de “homens dançadores”. A somar a esta, está também a falta de meios financeiros, uma queixa recorrente nestas atividades: “Apesar dos subsídios que nos são atribuídos a nível camarário, junta de freguesia e de alguns particulares (aos quais muito agradecemos), não são suficientes para as despesas da nossa casa-sede”, explica.

Sede maior é uma ambição

É, aliás, um sonho do Rancho poder ter uma casa sua: “Neste momento, estamos sediados na antiga escola primária (Sobreira) em contrato de comodato, gentilmente cedido pela Câmara Municipal de Lousada, que colabora connosco. O espaço é bom mas não é suficiente. Por exemplo, se tivermos algum evento planeado que tenha que decorrer fora do espaço, se chover, não conseguimos realizá-lo no interior porque as salas são pequenas. Mas não quero dizer com isto que estamos descontentes, pelo contrário, só temos a agradecer por todo o apoio que nos é dado”.

Manter viva a tradição

Para além da participação em vários festivais e atuações em várias freguesias, o grupo organiza anualmente vários eventos, como o Festival de Folclore, a desfolhada, o magusto e a festa de Carnaval.

Manter a tradição é um dos principais objetivos. Por isso, no seu reportório, encontramos o Malhão, a Rusga, a Cana Verde, entre outras danças de romarias e trabalhos campesinos, dançadas nas eiras e terrenos. “A Chula é a dança mãe da gente de Caíde de Rei, e até o ilustre Zé do Telhado, que casou nesta terra, a dançou”, pode ler-se na história do Rancho.

Joaquim Teixeira considera “muito gratificante” saber que pode contar com as pessoas que tem a seu lado e, por isso agradece o apoio de todos, caídenses e não só: “Esperamos poder contar convosco no futuro para que possamos levar o nome da nossa terra pelo país fora e até quem sabe ao estrangeiro, um sonho que gostaríamos de realizar”. O líder não esconde que, para além de “manter a cultura e tradição das gentes da terra”, ambiciona “levar o nome de Caíde de Rei para fora do concelho, dando assim a conhecer a cultura e tradições da nossa linda terra”.

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