Direito de Resposta: Junta de Freguesia do Torno

O executivo da Junta de Freguesia do Torno, vem por este meio e ao abrigo do Direito de Resposta, esclarecer a opinião pública sobre o teor das declarações e acusações refletidas na notícia intitulada “Falta autocarro para transporte de crianças no Torno”, publicada pelo jornal Louzadense no dia 3 de outubro na sua edição online.

A Junta de Freguesia do Torno lamenta o teor das declarações veiculadas pelos intervenientes, dado que omitem grande parte da verdade e da realidade assim como do procedimento que tem vindo a ser adotado atempadamente por este executivo. Para além disso, omitem esclarecimentos efetuados em sede de Assembleia de Freguesia, onde as duas pessoas citadas na reportagem estavam presentes.

Desde o início do ano 2020 e prevendo a situação do autocarro, iniciamos o processo de auscultação às empresas fornecedoras do referido veículo, sendo que tudo correu com normalidade até março, data em que Portugal, a Europa e grande parte do mundo entrou em confinamento, não sendo possível obtermos respostas ou ter uma simples reunião com os fornecedores.

Como devem compreender, a aquisição de um autocarro, não é como a aquisição de um veículo ligeiro, em que se chega a um stand, escolhe-se e finaliza-se o negócio.

Depois de um conjunto de dificuldades, explicada sobretudo pela paralisação da economia face ao Covid19 e tal como o Sr. Luís Carvalho (PSD) sabe perfeitamente, mas prefere omitir, foi aprovado por unanimidade (incluindo pelo PSD) a aquisição do autocarro na Assembleia de Freguesia de Julho, sendo que o negócio foi concretizado imediatamente e sem que qualquer questão se levantasse.

Atualmente e fruto ainda dos atrasos decorrentes da pandemia, apesar de nos terem indicado que o autocarro seria entregue em tempo útil, uma vez que desde o início do ano tínhamos declarado essa intenção, não foi possível que esta entrega fosse concretizada, situação que esta Junta de Freguesia é alheia e, por essa via, estamos a insistir na resolução deste facto.

Não é verdade que o executivo da Junta de Freguesia se tenha desleixado neste assunto ou qualquer outro, dado que adquirimos o autocarro no seu devido tempo mas infelizmente não controlamos estas situações decorrentes da pandemia e o impacto externo nas empresas. Tentamos fazer tudo a tempo e horas e na medida que esta situação possibilitou.
São curiosas as acusações do elemento do PSD, quando na verdade sabia muito bem o ponto de situação da aquisição do veículo, assim como o facto das licenças do antigo autocarro terem vindo a ser aprovadas até ao limite legal atingido. Talvez a proximidade das eleições é que poderá estar a causar alguma necessidade de protagonismo a outras pessoas que não ao atual executivo. Na verdade, a rapidez com que se dá entrevistas truncadas e omitindo factos, contrasta com a prestação quase nula nas assembleias de freguesia, dado que, antes desta noticia surgir e provavelmente depois de já terem prestado declarações a este órgão de comunicação social, nada de relevante referiram sobre este assunto na última Assembleia de Freguesia de 30 de setembro.

Quanto aos pais, compreendemos a situação e estamos a trabalhar numa resolução definitiva, mas face ao que foi transmitido ao jornal, declaramos que desconhecemos qualquer “desistência da escola do Torno”, nem esse problema nos foi colocado pela escola, uma vez que temos conversado recorrentemente com professores, pais e outros encarregados de educação. Em tempo útil informamos a coordenadora do Centro Escolar e todos os pais que se dirigiram à Junta de Freguesia para inscrever os seus filhos no transporte escolar, a situação que estava a decorrer, e à qual, foram todos compreensivos.

Para terminar, relembro a quem nos acusa de eleitoralismo, que todos os dias trabalhamos em prol da nossa freguesia e o resultado está à vista uma vez que durante os últimos anos estivemos sempre com novas ou renovadas intervenções na freguesia. É curioso que os mesmo que criticam as obras de requalificação na freguesia desde início do mandato e até os transtornos compreensivelmente causados mas necessários, são os mesmos que agora dizem que só trabalhamos na altura das eleições e ainda falta um ano…

Decidam-se!
Nunca realizamos qualquer tipo de obra a pensar em eleições. Se há coisa que não procuramos é de protagonismo. Nunca nos servimos das redes sociais ou imprensa, para nos promover e nunca inauguramos obra alguma. O que fazemos, fazemos pelo gosto que temos pela freguesia e servimos todos por igual.
Por fim, reiteramos a nossa vontade e total dedicação para a resolução deste problema que contamos que seja célere mas que tenha a compreensão de todos face ao momento que estamos a viver.

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