Opinião de Inês Miguel – Militante da JS Lousada
Já Paulo Freire afirmava “A educação não transforma o mundo: a educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.” e não poderia estar mais de acordo. Na busca de um mundo melhor e de um futuro promissor, o Homem crê nas capacidades de aprendizagem intrínsecas da nossa espécie.
Com fé acreditamos que a educação constrói as asas necessárias para atingirmos uma sociedade igualitária e equitativa sendo que as peças do puzzle da sociedade somos nós! Hoje em dia, a educação ganha cada vez mais liberdade dado que não só se reporta à escola e ao ensino superior, mas também a cada segundo, minuto, hora, dia que passa.
A aprendizagem é um processo contínuo: a cada 24 horas há uma lição de vida que nos surpreende e que, por vezes, é insignificante. Em adição, o que julgo ser o mais importante neste tópico é que a educação é para todos, a educação não se paga e é o conhecimento que define a riqueza do ser humano. Na minha ótica, a educação dos jovens portugueses deveria debruçar-se quer nas aprendizagens essenciais que possuem na escola, das variadas matérias que são lecionadas quer na construção e fortalecimento da sua personalidade.
É urgente jovens com amplos conhecimentos, com valores pessoais nobres, com diversas experiências vividas, incluindo atividades extracurriculares fulcrais para o seu desenvolvimento pessoal e autoconhecimento. Acima de tudo é necessário a demonstração do amor: o amor dedicado à educação é essencial para contagiar os alunos a amar a escola, a amar aprender, a amar saber cada vez mais, a amar o outro e amar a vida.
Acredito plenamente que o amor faz a diferença e que deve ser o principal ingrediente para que todos se apaixonem pela educação e pela liberdade do “eu”. Pessoalmente, gostaria de referir que o “preconceito” e a “não aceitação da diferença” podem ser solucionados através da educação. Como é possível estarmos no século XXI e ainda existirem desigualdade e discriminação social, de género ou de sexualidade?
Infelizmente, parte do povo lusitano ainda não erradicou esta mentalidade discriminatória, mas acredito que através da educação (o facto de ensinar a população a respeitar o outro, a admirar o brilho especial de cada indivíduo, a perceber que é a diferença que torna o mundo mais belo) o preconceito pode ser eliminado. Ser diferente não é um problema; o problema é ser tratado diferente. Sociedade democrática? Talvez. Todavia, parece que estamos todos numa ditadura na qual são os próprios cidadãos os propulsionadores desta.
Por fim, resta-me sublinhar que é a educação a solução do lado mais escuro do Homem e apelo: “O sonho comanda a vida!”. Contudo, há a constante necessidade de encaixar as pessoas, em obrigá-las a marchar para o mesmo lado como todos os outros. Encaixar nos moldes da sociedade. E se a peça do puzzle não encaixar?












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