por | 26 Mai, 2021 | Opinião, Pedro Amaral

O afogado a fazer pouco do “náufrago”.

Opinião de Pedro Amaral

Nos últimos tempos, quando vejo, ouço ou leio sobre o actual governo da nação, sinto vontade de rever o Titanic.

A sensação de que nos estamos a afundar sob a capitania-mor socialista de António Costa e dos seus imediatos é tal, que cogito relembrar o filme. Quanto mais não seja, por forma a não esquecer qualquer procedimento de segurança capaz de evitar que nos afundemos com os oficiais que, inabilmente, conduzem o navio a velocidade cruzeiro contra o iceberg.

O mais recente timoneiro do navio da República Portuguesa, encarregue durante a passagem do iceberg “Odemira”, foi o ministro da, chamada, administração interna.

Eduardo Cabrita, que já não é timoneiro de primeira viagem, parece cada vez mais ter dificuldade em evitar os embates no gelo. Desta vez nem o frio das águas lhe valeu arrefecer a cabeça quente e à falta de melhor conduta, disparou àquele que, aparentemente, mais o enfureceu nos últimos tempos, o CDS.

Curioso que um partido dito “náufrago” tenha o dom de desconcertar um Ministro da República. E não passa despercebida a ironia de que se lhe tenha “saltado a tampa” a bordo de um navio, rodeado de militares da Guarda.

Mas nem o ataque do Ministro (afogado ele próprio em sucessivas calinadas políticas) foi feliz. Uma breve pesquisa no dicionário da nossa riquíssima língua materna, faria Eduardo Cabrita perceber que, náufrago é claramente “aquele que sobreviveu a um naufrágio”. Se com a expressão, o ministro se referia à capacidade de resiliência do CDS, enquanto partido fundador da democracia, não percebo o tom jocoso com que o disse, se, ao contrário, pretendia ofender o CDS lamento, mas para alguém cuja integridade política se afogou à muito tempo, admira-me que quando respondeu aos jornalistas não se tenha ouvido apenas “glu glu glu”…

Mas longe de mim querer assustar o timoneiro Cabrita. Não há que ter receio, quando longe da margem lhe começar novamente a faltar o pé, pode sempre contar com o capitão António Costa para lhe atirar a bóia socialista salva ministros.

Enfim, a história deste “naufrágio” como comédia não diverte e como drama tampouco emociona.

Face aos ministros que se excedem, razão para dizer, já que ultimamente parecem estar na moda, “tá bem abelha”.

Pedro Amaral escreve segundo a antiga ortografia

Comentários

Submeter Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos recentes

TRADIÇÃO CONTINUA VIVA: A Sagrada Família que une gerações

Durante décadas, a chegada da caixa da Sagrada Família a uma casa foi sinónimo de recolhimento,...

Sandra Monteiro pinta a emoção que nasce no silêncio

Profundamente marcada pela emoção, pelo realismo e pela intensidade do olhar humano, as pinturas a...

Subida de divisão aumenta o desafio dos veteranos da ADL

A equipa de Masters da AD Lousada concluiu uma temporada de grande nível, garantindo a subida à...

Patinador lousadense conquistou medalha de prata

O jovem Gabriel Ferreira, de Aveleda, está a construir uma promissora carreira na patinagem...

Noite Branca no Largo da Senhora Aparecida

Gravinda, York e Paulo Marcelo sobem ao palco no dia 8 de agosto, a partir das 22h00, para uma...

Cinema no parque de Meinedo

No próximo dia 1 de agosto, o Parque do Areinho, em Meinedo, recebe mais uma edição do Cinema ao...

Pilotos Lousadenses foram brilhantes vencedores, em Montalegre

Foi a quinta e antepenúltima jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross e Kartcross, com os...

AS AMORAS – Há uma altura do ano em que os caminhos dão sobremesa a quem passa. Há frutos que se...

​Inferno das Febras revela distribuição das bandas e coloca à venda bilhetes diários

A ​organização do Inferno das Febras divulgou a distribuição das bandas pelos dois dias do...

PSD exige maior transparência na contratação pública municipal

NOTA DE IMPRENSA DO PSD/Lousada O PSD Lousada questionou no passado dia 6, o Executivo Municipal...

Siga-nos nas redes sociais