Opinião de Pedro Amaral
Nos últimos tempos, quando vejo, ouço ou leio sobre o actual governo da nação, sinto vontade de rever o Titanic.
A sensação de que nos estamos a afundar sob a capitania-mor socialista de António Costa e dos seus imediatos é tal, que cogito relembrar o filme. Quanto mais não seja, por forma a não esquecer qualquer procedimento de segurança capaz de evitar que nos afundemos com os oficiais que, inabilmente, conduzem o navio a velocidade cruzeiro contra o iceberg.
O mais recente timoneiro do navio da República Portuguesa, encarregue durante a passagem do iceberg “Odemira”, foi o ministro da, chamada, administração interna.
Eduardo Cabrita, que já não é timoneiro de primeira viagem, parece cada vez mais ter dificuldade em evitar os embates no gelo. Desta vez nem o frio das águas lhe valeu arrefecer a cabeça quente e à falta de melhor conduta, disparou àquele que, aparentemente, mais o enfureceu nos últimos tempos, o CDS.
Curioso que um partido dito “náufrago” tenha o dom de desconcertar um Ministro da República. E não passa despercebida a ironia de que se lhe tenha “saltado a tampa” a bordo de um navio, rodeado de militares da Guarda.
Mas nem o ataque do Ministro (afogado ele próprio em sucessivas calinadas políticas) foi feliz. Uma breve pesquisa no dicionário da nossa riquíssima língua materna, faria Eduardo Cabrita perceber que, náufrago é claramente “aquele que sobreviveu a um naufrágio”. Se com a expressão, o ministro se referia à capacidade de resiliência do CDS, enquanto partido fundador da democracia, não percebo o tom jocoso com que o disse, se, ao contrário, pretendia ofender o CDS lamento, mas para alguém cuja integridade política se afogou à muito tempo, admira-me que quando respondeu aos jornalistas não se tenha ouvido apenas “glu glu glu”…
Mas longe de mim querer assustar o timoneiro Cabrita. Não há que ter receio, quando longe da margem lhe começar novamente a faltar o pé, pode sempre contar com o capitão António Costa para lhe atirar a bóia socialista salva ministros.
Enfim, a história deste “naufrágio” como comédia não diverte e como drama tampouco emociona.
Face aos ministros que se excedem, razão para dizer, já que ultimamente parecem estar na moda, “tá bem abelha”.
Pedro Amaral escreve segundo a antiga ortografia












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