por | 20 Jan, 2022 | Editorial, Editorial, Opinião

Editorial da edição n.º 66 de 20 de janeiro de 2022

A pouco menos de duas semanas das eleições legislativas mantém-se a grande dúvida sobre os resultados finais para a constituição da assembleia da república, no que se refere ao desenho da distribuição dos deputados, bem como a quem será primeiro-ministro. Se até há uns anos quem fosse o partido vencedor teria o seu líder como primeiro-ministro, agora já sabemos que depende das maiorias resultantes de coligações pós-eleitorais. Se até há uns anos atrás António Costa referiu que as maiorias absolutas são contraproducentes para a democracia, atualmente, já sem o seu espírito negociador, reclama uma maioria absoluta para o partido socialista. Por sua vez, Rui Rio tem mostrado disponibilidade para negociar com o próprio partido socialista, independentemente do desfecho das eleições. No entanto, não tem recetividade de António Costa que reafirma não desejar negociar pós eleições com o partido social democrata. Consideramos que este seria o caminho ideal para o país, um pacto de regime entre os dois maiores partidos de forma a ultrapassar as grandes dificuldades do estado na justiça, na saúde e até nas finanças. Aguardemos pelo dia 30 para perceber a estabilidade que iremos ter a partir de fevereiro. 

Joaquim Meneses é o nosso lousadense relevado na habitual rubrica “Grande Louzadense”! Homem simples, foi um dos árbitros mais conhecidos de Lousada, com cerca de 1000 jogos oficiais em diversas categorias. É também um inveterado colecionador, sendo um dos mais participantes nas feiras de velharias e até já em programas de televisão. Tem uma grande paixão por Lousada e sente-se orgulhoso na transformação que Lousada tem sentido nas últimas décadas.

Rodrigo Fernandes foi um grande louzadense e será sempre recordado como o autor da marcha musical “O Louzadense”. Na rubrica “Louzadenses com alma” relembramos este músico de excelência que vivia a música de uma forma peculiar. Foi um dos grandes defensores do bairrismo local e da cidadania louzadense (se estivesse entre nós compreenderia bem o nosso jornal). Imortalizou esse sentimento da melhor forma, criando uma marcha musical denominada “O Louzadense”. Além de músico e compositor dedicou-se muitos anos a copiar pautas para o acervo da Banda de Musical de Lousada integrada na Associação de Cultura Musical. Ainda tivemos a felicidade de o conhecer e observar a sua exímia destreza na recuperação de pautas musicais. Um homem afável, mas com um espírito de ironia e de inteligência acima da média. 

O nosso relevo desta semana na rubrica “Cidadania” é Luís Marques Teixeira (Falcão). Barbeiro e cabeleireiro de profissão tem uma vida recheada de participações cívicas. Desde dirigente associativo, sindicalista, ator, encenador, músico até voluntário em várias áreas. É um lousadense que muitos conhecem, mas não a sua grande atividade pública.

A nossa rubrica “Louzadenses lá fora” continua a dar conhecer os “nossos emigrantes” lousadenses. Nesta edição temos Mário Magalhães, natural de Meinedo, enfermeiro de profissão e atualmente diretor de um centro geriátrico em Barcelona (Espanha). Emigrante há 11 anos devido à incerteza que a sua profissão tinha em Portugal.

Nesta edição sondamos os lousadenses sobre as próximas eleições legislativas. Tentámos perceber a opinião sobre o “chumbo” do orçamento”, bem como as suas expetativas para o próximo dia 30. O sentimento que prevalece na generalidade dos inquiridos é de desapontamento e incompreensão pela inviabilização do orçamento de estado. Quase todos são unânimes sobre a falta de condições ideais para a realização do ato eleitoral, devido à pandemia. Nenhum dos inquiridos acredita numa maioria absoluta.

O Louzadense continuará a “tocar” nos lousadenses, relevando a sua vida, a sua cidadania, a suas participações nas diversas instituições do concelho, no desporto, na música e na cultura.

Continuem a seguir-nos!

Boa leitura!

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