Há muitos anos aposentado na sua terra-natal, Sousela (Lousada), onde nasceu a 17 de abril de 1937, faleceu hoje com 86 anos Adolfo Filinto Pacheco Teles.
Foi sempre uma pessoa tida na maior consideração e estima pela população em geral mas sobretudo por aqueles que com ele tinham o feliz ensejo de privar, fosse pela amizade ou pelo trabalho, ou ainda pelas relações sociais e culturais.
Escritor exímio, tinha uma capacidade notável para a escrita, competência que plasmou em inúmeras crónicas do Jornal de Lousada e outros jornais locais, regionais e nacionais. Era um dom também presente nos seus irmãos Porfírio (escrivão) e Fernando (escritor).
Em 19 de outubro de 1949 entrou para o mosteiro de Singeverga, na mesma altura que Salvador Fernandes, que viria a ser maestro da Banda Musical de Lousada. Viria a ser ordenado clérigo a 6 de agosto de 1961 e rumou a Angola, como missionário e professor, durante oito anos. Foi na década de 70 que decidiu abandonar a vida religiosa. Pediu ao Papa para deixar de ser monge e sacerdote (podia ser monge sem ser sacerdote), depois de “explanar as razões sinceras pelas quais queria abandonar”. O Papa Paulo VI respondeu afirmativamente ao pedido em 1977.
Casou com Aurora Ferreira Ribeiro Teles , de quem teve duas filhas, Madalena (professora) e Paula (psicóloga).
De regresso a Portugal, deu aulas de Latim e Português em Paços de Ferreira, onde lecionou 2 anos. Seguiu-se Lousada em 1984, na Quinta das Pocinhas. Foi o primeiro presidente da Escola Secundária de Lousada, inaugurada em dia 24 de setembro de 1986 e deixou o cargo em 1990. Passou a lecionar no ensino noturno, fase em que organizou e incentivou inúmeras atividades culturais. Lançou três livros da sua autoria, entre os quais “O Professor confessa-se” colheu os maiores elogios na comunidade docente e cultural de Lousada e arredores. Incentivou outros autores a editar livros e, neste âmbito, um dos seus muitos discípulos e seguidores foi o escritor Orlando Ferreira Pinto, o célebre Móquinhas.
Foi capa da edição n.º 11 do jornal O Louzadense, que aqui reproduzimos. Marcou várias gerações e deixa saudades em todos os alunos que teve.
À família e amigos, O Louzadense endereça sentidas condolências.













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