Fundado em 2022 por Ricardo Pinto e atualmente composto por cerca de 20 membros, o grupo “Os Amigos dos Cavaquinhos S. Veríssimo”, da freguesia de Nevogilde, procura conjugar tradição e inovação musical. As suas apresentações, que incluem tanto peças do cancioneiro português quanto composições originais, visam valorizar o cavaquinho como símbolo cultural nacional.

Contrariando a associação do cavaquinho a uma faixa etária mais velha, o grupo de Nevogilde conta com membros com as mais variadas idades, onde também pais e filhos se unem pelo interesse no instrumento.
A iniciativa de criar um grupo de cavaquinhos na freguesia de Nevogilde surgiu em setembro de 2022, com Ricardo Pinto como presidente. Um grupo que inicialmente começou com cerca de 10 integrantes, atualmente regista perto de 20.
Para aperfeiçoar as técnicas do instrumento, o grupo conta com o professor Jorge Martins, que aplicou os seus conhecimentos de guitarra no cavaquinho, criando algo diferencial. Juntos ensaiam uma vez por semana, habitualmente à quinta-feira. Estes ensaios ocorrem em conjunto com outro grupo, de forma a “facilitar a vida do professor” e garantir que é possível ensaiar toda a gente.
O presidente e o professor tinham o objetivo de desenvolver novas atividades e expandir a música e a cultura portuguesa, dinamizando “o associativismo em terras como Nevogilde, onde ainda não se vê muito este tipo de atividades”, contam ao O Louzadense.
Nas apresentações, o grupo toca músicas que pertencem ao cancioneiro português, ao qual todos os músicos têm acesso, e, geralmente, as tocam. Porém, uma boa parte é original. “Uma grande percentagem das melodias tocadas aqui, sou eu o autor delas”, explica o professor.
Jorge Martins dá ênfase à necessidade de uma maior valorização do cavaquinho português, introduzido em outros países, como o Brasil e o Havai, pelos emigrantes. “O pior disto é que só damos valor ao que é de fora, e deixamos o nosso de parte. Muitas pessoas pensam que tocar o cavaquinho é fácil, mas tem muitas técnicas e formas de o poder tocar. É pena que não se o divulgue tanto”.
Com dois anos de atividade, o grupo já conta com um número significativo de atuações.

O primeiro concerto aconteceu no dia 10 de dezembro de 2022, na Paróquia de Nevogilde e o último em fevereiro de 2024, com o grupo de cavaquinhos de Meixomil, no Festival de Inverno, uma iniciativa solidária promovida pela Santa Casa Da Misericórdia de Paços de Ferreira.
O momento mais marcante para o grupo foi a apresentação da “Bênção dos Cavaquinhos, um concerto solidário no salão paroquial de Nevogilde, para a contribuição de um novo órgão para o grupo coral”, afirma o presidente Ricardo Pinto, apoiado pelos restantes integrantes.
Outro concerto de destaque para o professor foi em Vila Verde, para o 6.º Encontro Nacional de Tocadores de Cavaquinhos.
Novos projetos ainda não foram confirmados, mas novas ideias e iniciativas estão a ser exploradas para este novo ano.
Um dos seus objetivos do grupo é “divulgar o cavaquinho e tentar chamar a atenção dos mais novos para este tipo de instrumentos”, refere o professor. Contribuir para o impulso das atividades culturais em meios rurais de pequena dimensão é o lema do grupo “Onde não há cultura, não há identidade”, e este pretende preservar o que de melhor tem a freguesia.














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