por | 28 Jul, 2024 | Espaço Cidadania, Sociedade

Jovem cantora deslumbrou na RTP

CAROLINA MENDONÇA, TÉCNICA SOCIAL E CANTORA

Aos 25 anos, Carolina Mendonça, surpreendeu com uma performance na RTP que foi muito elogiada. É uma Educadora Social e Mestre em Educação e Intervenção Social, com especial vocação para educação de adultos. É socialmente muito ativa e canta desde pequena, tendo começado no coro da igreja de Boim. A canção em geral e o fado em especial são tradição de família. Seguir a carreira musical é um sonho.

Neste momento é técnica do Movimento Sénior de Lousada, através dos quais se deu a tal ida ao programa matinal da RTP. Explica que dá “apoio logístico, preparo e dinamizo atividades que são realizadas ao longo de todo o ano. Enquanto profissional da área social considero que é muito importante que os seniores possam ter uma participação efetiva e que se sintam autónomos e autores do seu próprio caminho. É importante continuarmos este caminho que promove o envelhecimento ativo e combate a solidão e o isolamento”.

“Eu já canto desde que me conheço, ou melhor, desde que sou gente. Desde pequenina que sempre acompanhei a minha mãe no coro litúrgico. A minha mãe, que tem uma voz lindíssima, frequentava os ensaios do coro e participava na missa, e eu ia com ela”, explica a jovem. Ao longo do seu crescimento a música esteve sempre presente. No entanto, “isso começou por ser mais notado quando comecei a cantar o salmo litúrgico a solo. Quando era pequena estava sempre a cantar e pedia aos meus pais instrumentos para poder acompanhar no canto. Hoje ainda é o dia que a minha mãe lembra que, quando íamos a excursões, tinha que me dar uma viola ou outro instrumento qualquer”, revela Carolina.

Nunca tinha ido à televisão. “Foi dada a oportunidade para os seniores de Lousada poderem participar no programa Praça da Alegria, da RTP. Pediram para apresentarmos algum talento e convidaram-me a mim e aos senhores Carlos e João Teixeira para uma atuação”.

Há cerca de 2 anos no Dia do Voluntário, em Lousada, estes três elementos, “com a minha madrinha, que é uma grande fadista” proporcionaram uma belíssima tarde de fados. “Na Praça da Alegria foi a segunda vez que tocamos e cantamos em conjunto.

Posso dizer que esta foi uma experiência incrível, foi um misto de emoções, de pura adrenalina. Nunca na minha vida pensei que iria poder viver um momento tão bonito e tão especial”, exclama a jovem, confessando que se sentiu “nervosa e ansiosa, mas naquele momento acalmei”, revela Carolina Mendonça.

Gosta de qualquer tipo de estilo musical. “Tanto dou por mim a cantar música popular portuguesa como de seguida já canto música Pop. Recentemente o Fado tem tido uma presença mais ativa na minha vida”, afirma.

Neste momento é aluna de guitarra, “mas ainda estou muito verdinha, ainda tenho muito a aprender com o meu mestre” e acrescenta que posteriormente gostaria de aprender a tocar piano.

Quando era mais nova participou em dois Mini Chuva de Estrelas em Boim, onde interpretou Papel Principal, de Adelaide Ferreira e Sobe, sobe balão sobe, de Manuela Bravo. No entanto, a nível de concursos de talento com uma maior dimensão nunca participou. “Desde pequena que sempre tive o sonho de um dia vir a ser cantora, no entanto, fui sempre uma menina tímida e muito insegura das minhas capacidades, ainda é hoje o dia, que sou muito exigente comigo própria. Apesar de muitas pessoas me incentivarem a inscrever-me no The Voice, nunca o fiz porque sempre achei que não era talentosa o suficiente para o fazer”, confessa.

Atualmente tem “um grupo de casamento designado de Amor Eterno. Somos um grupo de amigos de quatro elementos que nos juntamos em prol de um sonho. Este é um projeto recente que ainda está a começar. Quanto ao meu futuro, confesso que gostava de enveredar pelo ramo musical, pois sempre foi o meu sonho. Ter representado o movimento sénior na RTP com aquele momento musical acabou por despertar ainda mais este desejo pela música. Futuramente, darei o meu melhor, e procurarei aperfeiçoar e melhorar todos os dias”.

Aproveita para salientar que já compôs uma música: “Chama-se Não pode ser o fim e é dedicada ao meu pai que partiu. Esta música nunca foi gravada em estúdio, apenas gravei um vídeo com o meu telemóvel e partilhei nas minhas redes sociais. Estando envolvida na música sinto como se estivesse em casa, todos os problemas desaparecem, e acaba por ser uma terapia”, conclui Carolina Mendonça.

Carolina Mendonça

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