Emoção e razão são consideradas por nós como opostas, fases de uma mesma moeda que nunca se cruzam: “Não estás a pensar racionalmente” ou “Deixei-me levar pelas emoções”. Porém as emoções são importantes pois informam-nos a cada momento: “Cada emoção tem um significado, uma espécie de mensagem (…).”
Somos diariamente orientados por múltiplas e variadas emoções que ajustam o nosso comportamento às situações que nos rodeiam. Por exemplo, se estamos num funeral de alguém que amamos é natural sentirmos tristeza o que nos poderá fazer chorar. A tristeza é uma emoção com uma carga negativa mas é adaptativa, no caso de chorarmos em funerais.
A emoção ajuda a balancear o tempo despendido pela razão na análise detalhada das situações; focando-nos no nosso bem-estar e não no raciocínio demorado de vantagens e desvantagens. A inteligência emocional vai aliar a emoção à razão
A inteligência emocional surge como «uma dança entre o nosso cérebro racional e o nosso cérebro emocional» permitindo-nos reconhecer e gerir as nossas emoções e as emoções dos outros. Se eu consigo perceber que influências estão a surgir no meu comportamento (o que estou a sentir?) e no comportamento dos outros (o que levou o outro a fazer determinada ação?); mais facilmente adequo o meu comportamento às situações. Não existe razão sem emoção, ambos, se compreendidos bem, são complementares e não opostos.
Cada ser humano conjuga emoção e razão ao mesmo tempo, a cada instante: “Não somos máquinas de pensar que sentem, somos máquinas de sentir que pensam” (António Damásio).
Andreia Moreira
Psicóloga













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