por | 14 Mai, 2026 | Opinião

​A falta de civismo na deposição de lixo nos contentores é um problema visível em vários locais. Esta fotografia foi tirada num destes dias, numa freguesia de Lousada e revela muito sobre os hábitos coletivos da sociedade. ​Quem quiser meter Política no caso sai-lhe o «tiro pela culatra», pois a essência do assunto não trata disso, mas sim de Cidadania.

Um dos exemplos mais comuns da falta de civismo na deposição do lixo ocorre quando os contentores estão cheios: em vez de procurar outro ponto de deposição nas proximidades, há pessoas que optam por deixar os sacos no chão, criando autênticos amontoados de resíduos. Este comportamento não só prejudica a imagem urbana, como também atrai maus odores, insetos e animais, agravando problemas de saúde pública.

A par disso, a ausência de separação adequada dos resíduos continua a ser preocupante. Quando há crianças na família elas levam ensinamentos da escola para casa e muitas vezes isso resulta em boas práticas. Mas, em muitos casos os adultos não mudam hábitos. «Burro velho não aprende línguas»…

Apesar da existência de ecopontos e campanhas de sensibilização, ainda há quem misture lixo orgânico com plástico, vidro ou papel, dificultando o processo de reciclagem. Esta atitude revela desinformação, mas também desinteresse e falta de responsabilidade individual.

O civismo começa em pequenos gestos. Depositar o lixo corretamente, respeitar as regras de separação e, quando necessário, caminhar alguns metros extra até encontrar um contentor disponível são atitudes​ simples, mas fundamentais. Quando negligenciadas, têm impacto direto na qualidade de vida de todos.

Promover uma maior consciência ambiental passa não só pela educação, mas também pelo exemplo. Cada cidadão tem um papel importante na manutenção de espaços limpos e organizados. Afinal, a forma como tratamos o espaço público reflete o respeito que temos pela comunidade em que vivemos.

José Carlos Carvalheiras
Sociólogo e Jornalista
Maio 2026

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