Vamos falar sobre ecrãs e tecnologias digitais?

Assim começava o email que a OPP (Ordem dos Psicólogos Portugueses) nos dirigia na sua mais recente comunicação. Esta realidade, que todos nós vivenciamos, enquanto praticantes ou enquanto espectadores, tem sido o flagelo dos tempos contemporâneos. Se nos lembrarmos que numa geração não tão antiga a forma de comunicação era somente através de cartas e, em situações mais pontuais, o uso do telefone fixo, percebemos que o mundo evolui e a era do digital entrou, instalou-se e ficou. As mudanças acontecem e devem ser normalizadas, porém não devemos ser extremistas e, como diz o velho ditado “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”.

Mas, caro leitor, que representatividade terá estes tempos digitais que vivemos? Provavelmente, representam “o bom, o mau e o vilão”. Por um lado, temos a vantagem de não só poder estar a ler estas minhas palavras num jornal, como também poder estar a ler através do digital. Estamos a falar de praticidade, conforto, muitas vezes ligado ao contacto que podemos ter com aquele familiar ou amigo que já não vemos há algum tempo. Mas, e então o mau e o vilão? Chega quando já não conseguimos estar, do verbo pertencer e ficar. Já só pertencemos a uma realidade distante, virtual, quer seja através das redes sociais, dos jogos online. Adição, é dessa perturbação ou desses comportamentos alerta que estou a falar.

Querido leitor, sei que as férias estão mesmo aí, ao virar da próxima ruela, mas também sei que momentos de descontração com os mais pequenos e até mesmo com os mais graúdos não precisam de ser sinónimo de fazer um on ao digital. Façamos um grande on ao convívio, a passeios que nos libertem do stress do quotidiano. On ao contemplar uma onde do mar, on a um museu, um piquenique.

Encontramo-nos por aqui em breve, até lá vivam intensamente as vossas férias.

Catarina Carvalho

Psicóloga

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