SÓNIA RIBEIRO E A ENTRADA PARA A JANGADA TEATRO
Sónia iniciou os estudos na escola básica de Cristelos, mais tarde estudou na Secundária de Lousada e licenciou-se em Teatro na Universidade do Minho. É um talento que a sua terra natal está a ver crescer. Os desempenhos na Jangada demonstram que o céu é o limite, não só no teatro como também na música.
O teatro não surgiu como primeira opção de vida profissional para o futuro de Sónia. “Desde pequenina que sempre quis ser designer de moda”, confessa. No entanto, foi sempre muito frequente a memorização deste ou daquela anúncio, dum sketch que passava na televisão. “Eu tinha gosto em reproduzir isso para os meus amigos e familiares. Sabia os sketchs todos de cor, pedia a toda a gente para se sentar à minha frente e lá interpretava tudo minuciosamente”, recorda com emoção a jovem atriz.
“Os dias em que ia ao teatro eram os meus preferidos. Foi a forma que arranjei para me expressar e fazer amigos, ser mais sociável”, confessa.
O gosto pelas artes cénicas foi-se avolumando e “na adolescência, percebi que podia fazer disto a minha vida, e em 2015 fui fazer a licenciatura em Teatro”.
Mas o gosto pelo desenho de vestuário não morreu. “Se não fosse atriz seria certamente Designer de Moda” e nesse sentido, Sónia Ribeiro pretende muito em breve “fazer mestrado em Figurinismo”, que é uma das vertentes do teatro fora de cena. “Assim consigo ser designer sem sair do mundo do teatro”, exclama.
Não atribui à sua carreira a nenhuma influência em particular e explica que recebe “aprendizagens e influências de todas as peças” que vai ver.
Do seu já longo currículo diz que tem “um carinho especial pelo espetáculo A Tempestade, que fiz com a Jangada Teatro e encenada pelo Vitor Fernandes. Era um espetáculo onde me diverti imenso”. Também com aquele ator lousadense (e Ricardo Calatré) destaca igualmente a peça mais recente, que granjeou imenso sucesso. É também da Jangada teatro e chama-se Romeu e Julieta, encenado por John Mowat. Este encenador inglês é um dos seus preferidos.
De preferências e elogios destaca de igual modo a companhia A Jangada: “é, sem dúvida, a minha segunda casa. Trabalho com eles desde 2019 e nunca mais parei”.

Revela em primeira mão que em Setembro, inicia “a minha décima produção com a Jangada e até fico emocionada quando olho para trás. Quando estava a estudar teatro pensava muitas vezes que era incrível se eu pudesse trabalhar com eles. Quando saí do curso e me convidaram para participar no «Zé do Telhado», foi como um sonho tornado realidade. Entretanto já fui Branca de Neve, já fui Fada azul, já fui Julieta… Sente-se uma energia familiar inexplicável. Não é só trabalho, é uma honra”, declara a atriz.
Surpreendente dueto com Noble
A música também é outra faceta desta artista, que em 2021 esteve em destaque num dueto com Pedro Fidalgo, de Amarante, que no mundo da música nacional é conhecido por Noble. “Uma amiga enviou-me um post que falava sobre um concurso da RFM, onde eu tinha de gravar um vídeo a cantar uma música do Noble. Sem muitas esperanças, gravei e publiquei no TikTok. De repente, recebi uma chamada a dizer que tinha passado para as finais, fui aos estúdios da RFM gravar pessoalmente com o Noble e o público votou e eu fui uma das 5 vencedoras”, explica Sónia Ribeiro.” Agora, tenho uma música com ele, que podem ouvir no álbum Secrets. A música chama-se I Do e é o meu único original”, relata a cantora. “Até hoje,custa-me a acreditar, confesso”, acrescenta.
Também canta em várias peças de teatro, como é o caso do recente Romeu e Julieta. Revela que já foi ao programa Ídolos, em 2014, mas não correu bem. “Eu era muito novinha e não me sentia confortável ainda a cantar para o público. Atualmente,faço alguns concertos, onde canto covers (versões de temas conhecidos)”, afirma Sónia.
Para já, está certa de que o teatro vai ser a sua principal aposta e quer “poder continuar a ser feliz em cima de vários palcos. Nada me faz mais feliz e realizada do que isso”.
Mas a jovem tem muitos planos e projetos. “Aquilo que eu mais sonho em realizar, hoje em dia, é inaugurar uma escola de teatro aqui em Lousada. Por exemplo, temos muitas escolas de dança e nenhuma de teatro, e conheço muitas crianças e adolescentes lousadenses que querem estudar teatro mas, para isso, têm de se deslocar para mais longe”.













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