As perspetivas feministas adotam o termo género, afastando o pensamento das restrições da naturalidade e da inevitabilidade biológica associadas ao conceito de sexo. Diversas historiadoras e sociologistas feministas usam género como um conceito analítico para se referir a significados, relações e identidades criadas socialmente, organizadas em torno de diferenças reprodutivas. Outras historiadoras e sociologistas feministas enfocam o género como um estatuto social e princípio organizador das instituições sociais desvinculadas e indo muito além das diferenças reprodutivas. O conceito de género, portanto, oferece um olhar para a variabilidade histórica, cultural e situacional nas definições de feminilidade e masculinidade e na relação entre Homens. Contrapondo-se às perspetivas feministas, muitas teorias focam-se na distinção entre sexo masculino e sexo feminino, ignorando o conceito de género. Essas teorias descrevem a proposição de que os homens cometem mais crimes do que as mulheres, afirmando ser um dos poucos factos indiscutíveis da criminologia. Homens cometem mais crimes e violência do que as mulheres durante os seus anos juvenis e adultos (Denno, 1994). Para quase toda a diversidade de tipos de crime, nas inúmeras culturas, abrangendo todos os todos os períodos, os homens são mais predispostos a envolverem-se em atos criminosos, especialmente aqueles que infligem danos a outras pessoas (Durrant, 2018).
Íris Pinto
Psicóloga













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