O estudo da influência materna na criança foi pioneiramente desenvolvido por Bowlby (1990), um dos principais pesquisadores da teoria do apego. Bowlby destaca a necessidade de uma ligação segura entre a mãe e a criança, fornecendo cuidados primários, afeto e proteção essenciais nos estágios iniciais da vida.
Segundo Bowlby (1960), é fundamental para a saúde mental do bebê e da criança pequena o contacto próximo e contínuo com a mãe, proporcionando calor e intimidade. Os estudos de Ainsworth et al. (1978) exploram os diferentes tipos de vínculos entre mãe e filho, identificando o risco de desenvolvimento de uma vinculação insegura.
Além disso, a oportunidade de a mãe cuidar do filho logo após o parto facilita o estabelecimento da relação entre os dois (Ainsworth, 1994). O estudo clássico de Harlow e Harlow (1962) com macacos rhesus, conhecido como “natureza versus criação”, destaca a preferência dos filhotes pelo contato com a “mãe” de algodão, que oferecia conforto e semelhança física, em comparação com a “mãe” de arame, que fornecia apenas alimentação básica.
Estas descobertas evidenciam que a necessidade da criança pela presença materna vai além da alimentação, envolvendo o desejo natural por amor e carinho (Cassidy & Shaver, 2008; Breuer et al., 2021).
Íris Pinto
Psicóloga












Comentários