Não sou o que quero porque quero viver
Finjo que cedo, mas não hei de ceder
Sinto-me preso, mas não sei o que dizer
Tenho medo do que o medo possa fazer
Cresço sem pressa para nenhum erro cometer
Mesmo assim acabo sempre por o fazer
Tento correr, mas nem as pernas consigo mexer
Nunca me iludo, pois no fim sempre me destruo
Porém sei que os problemas não vão desaparecer
Não importa o que faça ou que personagem possa fazer
Por isso com eles tenho de conviver
E ser quem sou sem deixar ninguém me prender
David Macedo, 9.º F
Ilustração Gabriel Morais 10ºK












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