O feminicídio encontra-se no ponto mais extremo do continuum de violência misógina, podendo ocorrer noutras formas de violências extremas, designadamente na tortura, na prostituição forçada, em violações, no espancamento, na mutilação e na privação de liberdade para mulheres (Russel & Caputti, 1992). O conceito de feminicídio contribui assim para invalidar os argumentos de que a violência de género é uma questão privada e pessoal, posicionando-a desta forma, como um fato político e social. A generalidade dos homicídios de mulheres corresponde a feminicídio e esse fenómeno apresenta alta prevalência em várias regiões do mundo. São deste modo associados a situações de privação económica, masculinidade machista e agressiva, envolvimento com o crime organizado, tráfico de drogas e de pessoas, conflitos armados, mas também a locais onde existe altas taxas de assassinatos de homens. Existem diferentes cenários onde o feminicídio pode ocorrer, tornando esse conjunto de mortes heterogéneo e complexo, embora se possa afirmar que todos eles são provocados pela condição de discriminação e subordinação das mulheres na sociedade patriarcal. O facto de o feminicídio ser cometido por um parceiro íntimo, representa uma taxa elevada desse tipo de morte em praticamente todas as regiões do mundo, ou seja, é uma manifestação da dominação masculina presente historicamente em todas as culturas e além disso, a maior parte destes assassinatos ocorrem no espaço doméstico (Meneghel & Vasconcelos, 2013).

por Redação | 8 Mai, 2025 | Íris Pinto, Opinião
Feminicídio

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