por | 22 Nov, 2025 | Cultura

Comédia de Capitolina Oliveira no Casino de Espinho

Lousada vive uma fase de expansão teatral, com várias companhias e grupos amadores a estrearem novas produções e a reporem peças antigas nesta época do ano, proporcionando uma rica oferta cultural para os habitantes e visitantes. Além dos projetos já em andamento e com datas confirmadas, há ainda o grupo Vidas em Cena, que está a planear o regresso às lides teatrais. Este sábado (21:30h), em Espinho, é exibida a nova peça de Capitolina Oliveira, que é um êxito.

No dia 20 de dezembro, espera-se uma majestosa recriação histórica da chegada do comboio a Caíde de Rei, há 150 anos. A iniciativa da Junta de Freguesia local promete um evento inolvidável, tanto mais que a direção artística é da responsabilidade da conceituada atriz e encenadora Patrícia Queirós.

A companhia paredense Astro Fingido, sob a direção de Fernando Moreira, trouxe ontem (sexta-feira) ao Auditório Municipal de Lousada a peça fabulosa Rádio Pirata. Este espetáculo revive a histórica era das rádios clandestinas dos anos 80, evocando memórias de uma época que encantou várias gerações com a sua rebeldia e liberdade de expressão. Curiosamente, no próximo dia 14 de dezembro, fazem 39 anos que estreou a Rádio Lousada e, também a título de mera curiosidade — mas que ficou para sempre ligada ao nascimento desta rádio pirata — foi nesse dia que o Sporting ganhou 7-1 ao Benfica.

Entretanto, a Nova Oficina, que já se constituiu em associação, continua sob direção da sua fundadora, Capitolina Oliveira. Estreou recentemente a comédia Água Santa em Cabeça Dura, Casamento que Perdura, que encantou o público em Sousela e segue para o Casino Solverde, em Espinho, terra natal da autora. Esta peça destaca-se pelo humor e crítica social, prometendo envolver o público com uma representação fiel das tradições locais.

A conhecida professora e encenadora participou com um monólogo e uma encenação infantojuvenil na jornada da CPCJ — Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Lousada —, que decorreu na terça-feira. Através do teatro, a autora produziu alusões a riscos e dramas da vida real que afetam crianças e jovens.

O Teatro Experimental Magnetense (TEM) prepara a estreia de A Vida de Zucchino, uma criação de Ricardo Ferreira de Almeida, hoje, sábado 22 de novembro, na sede do Grupo Folclórico e Cultural “As Lavradeiras do Vale do Sousa”, em Romariz. Esta obra explora temas contemporâneos com sensibilidade e inteligência, refletindo a versatilidade do grupo.

Por sua vez, o grupo de Ação Católica Rural da Senhora Aparecida estreia Que Comédia no mesmo dia, numa iniciativa solidária cuja receita será destinada à compra de presentes de Natal para as crianças mais necessitadas da vila, através do projeto Trilho de Sonhos. Este evento não só promete entretenimento, mas também inspirações de solidariedade e generosidade.

UM GRUPO ESPECIAL EM SANTO ESTÊVÃO

Um festival de teatro amador foi iniciado no sábado e prolonga-se pelos sábados de Novembro, em Sousela. O programa é da autoria da associaçao teatral Letras 100 Cessar e tem hoje, dia 22 a peça Retalhos da vida de um bêbado, pelo TAV de Vila de Conde. No sabado seguinte, também às 21:30 no auditório do centro paroquial de Sousela, é apresentada a peça O velho ciumento, pelo Theatron, de Figueiró.

Na área profissional do teatro lousadense, a Jangada Teatro repõe Branca de Neve, um dos seus maiores sucessos, no Auditório Municipal de Lousada no dia 30 de novembro. Esta remontagem vem resgatar a magia dos contos clássicos, trazendo nova vida e encanto a uma história adorada por miúdos e graúdos.

Por último, uma referência a um grupo que ainda é bastante incipiente, mas que pode tornar-se num verdadeiro grupo de teatro. Falamos de um projeto do Grupo Desportivo, Recreativo e Cultural de Santo Estêvão. A peça é uma comédia e é sobre o clube local. “Chama-se ‘O Café do Povo’ e é basicamente uma peça que se passa no bar da sede da nossa coletividade, em que se juntam lá os sócios do clube, assim como os adeptos. E os atores que fizeram a peça são os diretores atuais da nossa coletividade”, disse a dirigente Helena Sousa. Por bem menos já se iniciaram excelentes grupos de teatro; a ver vamos se, em Santo Estêvão, isso também acontece.

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