O campeão de Rallycross e do Troféu Velocidade FPAK Junior, Duarte Camelo tem no próximo fim de semana dois títulos ao seu alcance: Iberian Supercars e CVP. Em entrevista ao O Louzadense, o jovem revela que descobriu o gosto pelo desporto automóvel ainda em criança, acompanhando o pai, Adelino Camelo, nas provas em Lousada. Ao longo dos anos, passou do Karting para o Rallycross e para o Campeonato Português de Velocidade (CVP), um ambiente mais profissional e exigente, onde a estratégia e a análise de dados são tão importantes quanto a velocidade. A temporada atual tem sido positiva, com liderança no Campeonato Nacional e Ibérico, refletindo o trabalho rigoroso da equipa. Além das competições nacionais, a participação nos Iberian Supercars tem proporcionado desafios intensos e oportunidades de crescimento. Determinado e focado, Duarte procura constantemente evoluir, valorizando a consistência e a capacidade de se adaptar a diferentes condições de corrida.
O LOUZADENSE – Como surgiu o gosto pelo desporto automóvel?
DUARTE CAMELO – O gosto pelo desporto automóvel surgiu desde muito pequeno, quando ia ver as corridas do meu pai em Lousada. Ele participava nas provas de resistência, como as conhecidas 6 Horas e as 400 Voltas, e foi aí que comecei a ganhar paixão por este ambiente, pelas máquinas e pela adrenalina das corridas. Comeei em 2019, no Karting,

O LOUZADENSE – O Campeonato Português de Velocidade é um nível mais exigente do que o Rallycross?
DUARTE CAMELO – Sim, o Campeonato Português de Velocidade é mais exigente. É um ambiente muito mais profissional, que obriga a uma preparação mais rigorosa e a todo um trabalho por trás — desde o desenvolvimento do carro até à análise de dados, estratégia e afinação. É um nível competitivo que exige muito mais foco e detalhe do que o Rallycross.
O LOUZADENSE – O CPV está a correr bem?
DUARTE CAMELO – Sim, está a correr muito bem! Neste momento estamos em primeiro lugar tanto no Campeonato Nacional como no Campeonato Ibérico. Falta apenas a última corrida, que vai ser no Estoril, e o foco está totalmente em terminar a época da melhor forma possível.
O LOUZADENSE – E nos Iberian Supercars, como está a correr a participação?
DUARTE CAMELO – Tem sido uma experiência fantástica. O nível é muito competitivo e temos conseguido manter um bom ritmo ao longo da temporada. Cada corrida é um desafio, mas também uma oportunidade de evoluir e mostrar consistência.
O LOUZADENSE – De que competição gostaste mais de participar até hoje?
DUARTE CAMELO – É difícil escolher, mas talvez destacasse o CPV, porque tem sido um campeonato muito equilibrado, onde é preciso estar sempre no limite. Além disso, correr em Portugal tem um sabor especial — sentimos mais o apoio e a energia do público.
O LOUZADENSE – Como te defines como piloto?
DUARTE CAMELO – Diria que sou um piloto determinado, focado e muito trabalhador. Gosto de analisar cada detalhe e procuro sempre melhorar, tanto dentro como fora da pista. A consistência é algo que valorizo bastante.
O LOUZADENSE – Há algum aspecto em que aches que precisas de evoluir?
DUARTE CAMELO – Sim, sem dúvida. Acho que há sempre margem para evolução — especialmente na gestão das corridas mais longas e na adaptação a diferentes condições de pista. É algo em que estou constantemente a trabalhar.
O LOUZADENSE – Até agora, qual achas que foi o triunfo mais importante ou o que te deu mais satisfação?
DUARTE CAMELO – Provavelmente a vitória que nos colocou na liderança do campeonato. Foi uma corrida intensa, com muita pressão, mas tudo correu bem e senti que todo o trabalho da equipa foi recompensado. Esse momento ficou marcado.
O LOUZADENSE – Quais são os planos para 2026?
DUARTE CAMELO – Ainda estamos a definir tudo, mas o objetivo é continuar a evoluir e dar o próximo passo na carreira. Queremos manter-nos competitivos, talvez explorar novos desafios e continuar a representar bem Portugal nas pistas.














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